O filho do presidente da República, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que não é membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, tem participado ativamente da sessões para defender o governo federal, quando a administração é cobrada ou criticada durante os depoimentos na CPI. Na última semana, ele chegou até a bater-boca com o relator Renan Calheiros (MDB-AL) chamando-o de “vagabundo”.
Na manhã desta quarta-feira (19), Flávio agiu diferente dos demais dias e chegou cedo no plenário para acompanhar o depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. De acordo com o colunista do UOL, Leonardo Sakamoto, a participação de Flávio é uma “espécie de efeito desestabilizador”, que se impõe quando os depoimentos podem ser um risco para a visão positiva do governo federal.
“Quando os depoimentos são negativos para o governo, ou quando tem esse risco, o Flávio aparece com essa função [de desestabilizar], até porque ele é um senador de peso, exatamente por ser filho do presidente. Aí ele aparece nesse sentido para servir como efeito desestabilizador”, avaliou o colunista.
No dia 12 de maio, o filho “01” do presidente xingou o senador Renan Calheiros (MDB-AL) de “vagabundo”. Nesse episódio, Renan retrucou e disse “não roubava dinheiro do gabinete, insinuando as rachadinhas de Flávio”.
Texto: Milena Soares, com informações do UOL
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