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sexta, 30 de julho de 2021

Envolvidos na ‘Sangria’ têm julgamento marcado para o dia 2 de junho

A ação penal envolve 17 réus acusados de superfaturamento na compra de 28 respiradores para serem usados no tratamento de pacientes internados com Covid-19.

17 de maio de 2021

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Em outubro, a PF foi á sede do Governo para cumprir mandado de busca e apreensão nas salas do governador e do vice (Foto: Estadão)

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, definiu que o julgamento dos réus envolvidos na ‘Operação Sangria’ acontecerá no dia 2 de junho, às 14h, por meio de videoconferência. O ministro Franscisco Falcão é o relator do caso.

A ação penal tem como autora a Procuradoria Geral da República, e envolve 17 réus, acusados de superfaturamento na compra de 28 respiradores para serem usados nos pacientes internados com Covid-19 na rede pública de saúde do Amazonas, em março do ano passado. Entre os réus estão o governador Wilson Lima, o vice-governador Carlos Alberto Almeida e os ex-secretários de Saúde Rodrigo Tobias e Simone Papaiz, entre outros.

Além do sobrepreço, a denúncia indica que os equipamentos eram inadequados para o tipo mais invasivo da doença e que foram comprados em uma loja de vinhos.

Advogado denuncia trâmite ‘atípico’

Um dos advogados das partes envolvidas no caso da Operação Sangria denunciou ao jornalista Ronaldo Tiradentes a ‘pressa’ em agilizar os trâmites do julgamento no STJ, causando ‘perplexidade’ entre os colegas que, “sequer”, tiveram acesso aos autos para preparar a defesa dos seus clientes”.

Ao Manhã de Notícias, da Rede Tiradentes, o advogado, que preferiu não se identificar, disse que, no dia 20 de abril, a Procuradoria Geral da República (PGR) recebeu da Polícia Federal um relatório com 400 páginas e que, seis dias depois, uma denúncia com 200 páginas já estaria no STJ.

Para o advogado, “não é possível escrever 200 páginas em seis dias”. Ele também revelou que a denúncia apresenta um “ctrl c + ctrl v [copia e cola] do que consta no inquérito”. Ainda de acordo com o advogado, já no dia 28 de abril havia um despacho, mandando que se intimasse os acusados na investigação, sem que o prazo para a defesa tivesse se esgotado.

“Gente que sequer foi intimado, sem tempo pra fazer sua defesa”, denunciou.

Nos bastidores, segundo o jornalista, fala-se que a agilidade nesta tramitação está relacionada à vaga que será aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do dia 5 de julho, quando o ministro Marco Aurélio se aposentará. O procurador-geral da República, Augusto Aras, que assina as denúncias, e o presidente do STJ, Humberto Martins, têm interesse na vaga.

Da Redação

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