quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Entrada de Carol Braz no PDT segue em estudo após saída de Hissa

Carol, Meike Farias e Luiz Castro foram convidados pelo presidente Nacional, Carlos Lupi, para disputar eleição pelo PDT, que nesta terça-feira perdeu o presidente regional.
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A Defensora Pública Carol Braz colocou o pé no freio no processo de filiação ao PDT após o anúncio da saída de Hissa Abrahão da presidência do Diretório Regional, nesta terça-feira (28). Convidada pelo presidente nacional do partido, Calos Lupi, ela decide até a primeira semana de janeiro se aceita disputar o Governo do Estado na eleição do próximo ano pela sigla pedetista.

Outra possibilidade estudada pela defensora é o ingresso no PSDB, que deseja uma mulher para disputar o posto e já tem em seus quadros o vice-governador Carlos Alberto Almeida, que é muito próximo de Carol Braz, a indicando para o secretariado de Wilson Lima (PSC) em 2019.

Pessoas próximas a defensora disseram que o convite para ela disputar o governo pelo PDT foi feito diretamente por Lupi após um almoço em Manaus, no início de dezembro.

“O nome dela chegou ao Lupi por meio do Stones (Machado, militante). Ele [Lupi] veio a Manaus e a conversa foi boa. O Hissa não teve participação nesse processo”, disse uma fonte, que colocou no mesmo processo o nome do jornalista Meike Farias, convidado a ser candidato a deputado federal.

Outro viés avaliado pela defensora pública é a filiação ao Podemos. Mas, neste partido, Carol disputaria a única vaga que há para o Senado em 2022.

Uns saem, outros entram…

Hissa afirmou que deixa a presidência do PDT-AM, após quatro anos, para cuidar da campanha dele para deputado federal, mas não está descartada uma troca de partido. Um dirigente da Executiva Nacional vai ficar no lugar dele até a escolha de um quadro local para tocar a eleição.

A saída de Hissa da presidência do PDT-AM ainda fortalece o deputado estadual Adjuto Afonso, que sempre defendeu a tese de que o comandante do partido não deveria ser candidato a cargos eletivos pois sempre restaria a dúvida de que “esteja puxando a brasa para a sardinha dele”.

“Foi uma decisão acertada, pois o presidente tem que ser o coordenador de todas as candidaturas, principalmente numa eleição que terá regras novas e com mais dificuldades para o partido cumprir”, defendeu Adjuto.

Outro que estuda o ingresso no PDT é o ex-deputado estadual Luiz Castro (REDE), que foi convidado a disputar uma vaga no Senado Federal. A situação dele é semelhante a de Carol Braz e a entrada no partido ainda depende dos desdobramentos da saída de Hissa, agora ex-presidente do Diretório Regional.

“Estou afastado de atividades políticas e públicas há mais de 2 anos, ainda não decidi sobre o pleito de 2022. Mas agradeço desde já as pessoas que tem manifestado sua confiança em mim”, escreveu, hoje (28), Luiz Castro nas redes sociais.

Texto: Gerson Severo Dantas
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