Em um ano em que o Dia da Amazônia, celebrado neste domingo (5 de setembro), convida muito mais à reflexão do que à comemoração, uma pesquisa do PoderData mostra que a proteção da floresta é considerada prioridade para os brasileiros na hora de escolher um candidato a presidente em 2022, na contramão do que vem demonstrando na prática o atual Governo Federal.
Os números da pesquisa, divulgados neste sábado (4), apontam que 80% dos brasileiros levarão em consideração as propostas de proteção à maior floresta tropical do mundo na hora de escolher em quem votar.
Da mesma forma, apenas 15% consideram que o tema não deve ser prioritário e outros 5% não souberam responder.
A pesquisa mostra ainda que mais da metade dos brasileiros (58%) tendem a escolher um candidato à presidência que apresente um plano específico para proteger a Amazônia, bioma primordial para o equilíbrio do clima no mundo.
Os que disseram não fazer diferença que o próximo presidente apresente um plano para garantir a preservação da Amazônia representam pouco menos de um terço dos brasileiros (31%), segundo a pesquisa.
Apenas 2%, contudo, diminuiriam sua intenção de votar em um candidato, caso ele apresente um plano específico para a conservação da Floresta Amazônica. Outros 9% não souberam responder.
A pesquisa foi realizada a pedido do Instituto Clima e Sociedade (iCS).
Nortistas querem mais proteção à Amazônia
Quando seccionada por região, a pesquisa mostra que os nortistas levarão mais em conta um plano de preservação da Amazônia (82%) do que a média geral do País (80%).
Da mesma forma, os moradores da região Norte são os que mais consideram que a preservação da Amazônia é fundamental para o desenvolvimento do Brasil (81%), contra 71% da média nacional.
De qualquer forma, a pesquisa acende um alerta para quem deseja se candidatar a presidente no ano que vem. O mesmo alerta dado este ano pelo relatório da ONU sobre mudança climática: a preservação da Amazônia é importante não somente para o Brasil, mas para o equilíbrio de todo o planeta.
Quem insistir em seguir na contramão dessa prioridade, corre enorme risco de ser menos votado em 2022.
Texto: Omar Gusmão, com informações do PoderData
Leia Mais: