Como tem sido de praxe no segmento político se esquivar em falar em Eleições 2022 com a justificativa de “ser muito cedo”, muitos possíveis candidatos evitam confirmar pré-candidaturas. Entre eles está a Bancada Coletiva do PSOL, que recebeu 7.662 mil votos em 2020, mas devido ao quociente eleitoral, não conseguiu abrir vaga na Câmara Municipal de Manaus. No ano que vem, a candidatura deve retornar, mas com alterações.
A Bancada era formada por cinco mulheres que disputavam em uma única vaga na vereança da cidade. A representante nas urnas foi a produtora cultural Michele Andrews, que comentou ao RealTime1 um possível retorno da modalidade para as Eleições de 2022.
De acordo com Michele, após a expressividade de votos que receberam concorrendo pela primeira vez como candidatura compartilhada, os mais de 7.500 votos são um combustível para um possível retorno no ano que vem. No entanto, ela ressaltou que a candidatura de 2020 ficou em 2020.
“A expressiva votação da Bancada Coletiva, que foi uma candidatura com poucos recursos e estrutura partidária pequena, é um indicativo de que a população amazonense continua acreditando em projetos políticos populares, participativos e que possam renovar as opções políticas atuais. É combustível sim, mas como será usado depende de uma conjuntura e de diálogo. Eu não posso falar pela Bancada, porque é importante ressaltar uma coisa: a Bancada Coletiva, essa de 2020, ela acaba junto com a eleição de 2020”, afirmou Michele.
Possíveis outras bancadas
Ela ressaltou que a proposta de candidatura coletiva foi resultado de uma construção política do PSOL Amazonas, e dentro do partido é possível que sejam construídas novas propostas políticas, inclusive de novas bancadas coletivas.
“O PSOL, no momento, está focado em processos políticos internos por conta das eleições da nova diretoria e atuando junto a movimentos sociais no combate aos efeitos da pandemia”, disse.
Como a esquerda no país sempre defende uma frente ampla de partidos, em Manaus não tem sido diferente, do que é comentado nos bastidores da política. Sobre isso, Michele defende mais diálogo de classes.
“Mais do que uma frente ampla de esquerda, precisamos de projetos políticos feitos com diálogo, com foco nas pessoas e não nos grandes detentores de capital”, disse.
Combate à Covid-19
A produtora cultural afirmou que o principal problema que o Amazonas enfrenta atualmente é a pandemia da Covid-19 que trouxe mais desemprego e sequelas em várias gerações.
“Não existe apenas uma proposta para combater esses efeitos, mas sabemos que para controlar essa pandemia precisamos de vacinação, de um sistema de saúde fortalecido, de união e solidariedade para a reconstrução do nosso estado, e é isso que oferecemos para a população do Amazonas, a capacidade de uma fazer uma política com diálogo, e que cuida das pessoas”, disse.
Texto: Milena Soares
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