quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Desiludidos com Guedes, deputados bolsonaristas criticam golpe à ZFM

Dermilson Chagas e Wilker Barreto, ambos do Podemos, usaram suas falas na Aleam para criticar as ações do governo federal em relação a política econômica em desfavor a ZFM.
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O novo ataque do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Zona Franca de Manaus (ZFM), com a redução em 10% da alíquota de importação sobre os eletroeletrônicos, desiludiu os deputados bolsonaristas da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Dermilson Chagas (Podemos) foi o primeiro apoiador do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a refletir sobre as atitudes do governo em desfavor a região. Se dirigindo ao autointitulado líder do governo federal na Casa, Delegado Péricles (PSL), ele pediu uma autoanálise aos colegas ideologicamente alinhados.

“Temos que começar a repetir, [nós] os defensores do governo federal: ou conversam com ele e falam que isso fere de morte o estado do Amazonas ou, do contrário, a população tem que entender que o governo federal olha pro Amazonas com outro sentido”, analisou.

O lamento de Dermilson

As atitudes do governo federal, segundo Dermilson, têm levado instabilidade aos empresários que querem investir na região. “Já não basta a pandemia, já não basta as dificuldades de logística, já não basta o encargo ainda tem um governo para gerar insegurança e medo nas indústrias do estado do Amazonas”, reclamou.

“Só tenho a lamentar que esse comportamento do governo Bolsonaro distancie a gente da esperança que ele lá atrás depositou no povo e mostre quem realmente ele é. As atitudes falam mais do que as suas palavras”, concluiu o parlamentar.

Wilker culpa Guedes

O deputado Wilker Barreto (Podemos) também usou a tribuna para levantar o seu descontento com a política econômica federal adotada por Paulo Guedes afirmando: “Ele será o responsável pelo fim do modelo econômico”.

Citando como exemplo o desmatamento no estado do Pará, Wilker lembrou da importância da ZFM para preservação da floresta amazônica e para a manutenção do ciclo de chuvas nas regiões Sudeste e Centro-oeste.

“É inegável. Mesmo com todos os nossos erros, o que era um projeto de segurança nacional em 1960 se tornou, ao passar das décadas, o melhor modelo ambiental do mundo”, reforçou.

Texto: Giovanna Marinho

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