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sábado, 31 de julho de 2021

CPI define nova ordem de depoimentos e deixa Ricardo Barros de fora

Líder do governo na Câmara Federal quer depor o mais rápido possível, mas a próxima semana estará reservada para pessoas ligadas a venda suspeita de vacinas.

9 de julho de 2021

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Ricardo Barros pediu ao Supremo Tribunal Federal o direito de depor o mais rápido possível, mas CPI espera ter mais informações antes de ouvi-lo (Foto: Reprodução)

A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, no Senado Federal, definiu, nesta sexta-feira (9), o calendário de depoimentos para a próxima semana. Estão na programação dos senadores o depoimento do representante da Devati Medical Suplly no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho; a diretora-executiva da Precisa Medicamentos, Emanuelle Medrades; o tenente-coronel Marcelo Blanco, ex-assessor da Diretoria de Logística do Ministério da Saúde; e o reverendo Amilton Gomes de Paula, da organização não-governamental Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah).

Um dos depoimentos mais esperados dessa fase da investigação, o do deputado federal e líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal, Ricardo Barros (PP/PR), poderá ser tomado no dia 20, mas não há consenso sobre esta data entre os integrantes da cúpula da CPI.

Cristiano Carvalho, Marcelo Blanco e o reverendo Amilton Gomes estão ligados a oferta de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca com intermediação da Devati Medical Suplly, empresa que não tem autorização do laboratório inglês produtor da vacina para comercializá-la. O negócio foi revelado pelo representante comercial Luiz Paulo Dominguetti, que acusou o ex-diretor de Logística do Ministério, Roberto Ferreira Dias, de ter cobrado uma propina de US$ 1 por cada uma das doses compradas.

Dominguetti, que é cabo da Polícia Militar de Minas Gerais lotado no pequeno município de Alfenas, foi contratado por Cristiano para fazer a intermediação do negócio com o Governo Federal. Ele chegou a Roberto Ferreira Dias por intermédio do tenente-coronel Marcelo Blanco, que havia sido assessor de Dias. Os três se encontraram no dia 25 de fevereiro no restaurante Vasto, localizado em um shopping de Brasília em frente ao hotel em que Dominguetti estava hospedado.

Um dia depois, Dominguetti foi recebido no Ministério pelo então secretário-executivo, o coronel Élcio Franco. Na mesma reunião estava o reverendo, que também intermediava a venda dessas 400 milhões de vacinas AstraZeneca.

Já Emanuelle Medrades será ouvida para esclarecer detalhes do contrato de aquisição de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, produzida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech. De acordo com informações já de posse da CPI, a farmacêutica ofereceu o imunizante em novembro por US$ 10, mas após a intermediação da Precisa Medicamentos o valor contratado foi fechado em US$ 15, um sobrepreço de 50%.

Emanuelle Medrades também será questionada sobre o pedido de pagamento antecipado das primeiras três milhões de doses, o que já seria um desacordo com o contrato que previa a entrega de quatro milhões de doses. Esses problemas foram barrados pelo diretor de importação do ministério, Luís Ricardo Miranda, irmão do deputado Luís Cláudio Miranda (DEM/DF). Os irmãos Miranda declararam a CPI que informaram ao próprio presidente Jair Bolsonaro sobre os negócios suspeitos feita pela Precisa Medicamentos e o ministério.

Já no caso de Ricardo Barros, a CPI quer ter um quadro geral sobre a atuação dele e a influência mantida sobre Roberto Ferreira Dias, Marcelo Blanco e a fiscal do contrato com a Precisa, Célia Regina Oliveira, bem como as relações do deputado com a Precisa Medicamentos. Um ponto que chama atenção dos senadores é de que a Precisa, Roberto Ferreira Dias, Emanuelle e Ricardo Barros são todos oriundos do Paraná.

Texto: Gerson Severo Dantas

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