quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Covaxin: Barros nega envolvimento e CPI inicia com bate-boca

Líder do Governo Bolsonaro na Câmara, Barros incendiou a CPI ao dizer que presidente fez uma pergunta sobre ele a Miranda e não uma afirmação direta sobre compra de vacinas.
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O deputado Ricardo Barros (PP-PR) negou, nesta quinta-feira (12), ter sido citado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) como envolvido em irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.  Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, o parlamentar, que foi ministro da Saúde no governo Michel Temer (2016-2018), disse ainda não ter influência na pasta e nem ter participado de negociações para compra de imunizantes.

Barros, que é líder do Governo na Câmara, disse aos senadores que Bolsonaro, teria feito uma pergunta e não uma afirmação sobre o envolvimento do seu nome nos negócios da Covaxin. 

“Em todas suas falas, Miranda disse que o presidente na verdade perguntou se eu estava envolvido no caso e nunca afirmou que eu estava. O presidente nunca afirmou e não tinha como desmentir o que não afirmou”, destacou Barros, que foi chamado à CPI depois que o deputado Luís Miranda (DEM-DF) denunciou suspeita de irregularidades na contratação da vacina indiana pelo Governo Federal. Miranda relatou aos senadores que esteve reunido com Jair Bolsonaro e lhe informou o problema. O presidente teria dito então que “isso era coisa de Ricardo Barros” e que iria determinar uma investigação.

A denúncia resultou num inquérito da Polícia Federal, que apura se o presidente da República cometeu crime de prevaricação, caso não tenha tomado providências para apuração dos fatos.

Na CPI, a reunião começou tensa, marcada por bate-bocas entre governistas e oposicionistas. A confusão começou já na primeira pergunta do relator, Renan Calheiros (MDB-AL), que exibiu um vídeo mostrando parte do depoimento do deputado Luís Miranda à CPI. Ricardo Barros começou a responder, foi interrompido por Renan e fez críticas à CPI, o que provocou reação do presidente, Omar Aziz (PSD-AM).

Para o representante do Amazonas, não era necessária a presença de Barros na CPI, bastava o presidente da República ter desmentindo o deputado Luís Miranda, o que Bolsonaro não fez em momento algum.

Incomodado com o tumulto generalizado, o presidente da CPI suspendeu a sessão por 20 minutos.

Da Redação

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