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sábado, 08 de maio de 2021

Corte no orçamento pode paralisar obras do Casa Verde e Amarela

O alerta é da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O presidente do Sinduscom-AM afirmou que o Amazonas pode sofrer até 7 mil demissões na área da construção.

24 de abril de 2021

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O desenvolvimento do setor no estado está diretamente ligado ao programa (Foto: Agência Brasil)

A decisão do Governo Federal em sancionar o Orçamento de 2021 com vetos e cortes de verbas para ministérios trará sérias consequências para a continuidade de obras da faixa 1 do Programa Casa Verde e Amarela (antigo Minha Casa, Minha Vida). Ao assinar o texto na última sexta-feira (23), o presidente da República cortou R$ 1,3 bilhão que era destinado ao programa.

Com o veto, que praticamente zera as despesas que estavam reservadas ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), serão paralisadas as obras de 250 mil casas que hoje estão em construção no país, conforme levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O montante emprega diretamente, no país, em torno de 250 mil pessoas e outras 500 mil entre empregos indiretos e induzidos.

No cenário amazonense, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon-AM), Frank Souza, a situação é ainda mais preocupante. Pois o desenvolvimento do setor no estado está diretamente ligado ao programa. Com a paralisação, o Amazonas pode perder 3 mil empregos diretos e na cadeia da Construção e contando a mão-de-obra indireta, esse número pode chegar até 7 mil demissões.

“Haverá desequilíbrio no planejamento de várias obras e possivelmente na execução de novas obras no Amazonas. Corremos o risco de paralisação de obras pela interrupção do aporte financeiro federal. Inclusive isso influenciará a retomada de outras obras também, que outrora, estavam paralisadas”, destacou Souza.

Interior agravado

O presidente do Sinduscon-AM ainda ressalta que o interior do Amazonas sofrerá ainda mais com o corte do Orçamento 2021, tendo em vista a logística que o estado possui.

“Temos uma logística muito diferenciada, pois os interiores são muito distantes da capital. Isso é mais um agravante. A Construção Civil é geradora de mão-de-obra efetiva. Então você acaba levando mais dificuldades para a população que possui pequeno poder econômico no interior do Amazonas”, acrescentou.

Congresso Nacional

No momento que o Brasil atravessa, com tantos desafios impostos em decorrência da pandemia, esse corte não estava previsto para o setor da Construção. O presidente da CBIC, José Carlos Martins, faz um apelo ao Congresso Nacional para reverter essa situação e impedir uma demissão em massa em todo o país.

“Agora, confiamos na sensibilidade do Congresso Nacional, para que possamos reverter essa situação urgentemente. E que, assim, não se inicie uma imensa onda de demissões no setor, já extremamente afetado pelos aumentos nos preços dos insumos, que impactam seriamente seus contratos, que têm preço fixo”, finalizou Martins.

Com informações da assessoria

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