A vereadora Glória Carrate (PL) pediu nesta quarta-feira (14) o fim das sessões híbridas na Câmara Municipal de Manaus (CMM). Na opinião dela, as sessões que misturam parlamentares que estão no plenário e parlamentares que participam de forma virtual representam um privilégio para o grupo de 41 vereadores, enquanto grande parte da população continua exposta ao risco da Covid-19.
“Gostaria que nós acabássemos com a Câmara On-line, de forma virtual, uma vez que os trabalhadores estão trabalhando, estão pegando ônibus, estão na rua se expondo e nós vereadores, que somos minoria, não podemos protelar isso. Temos que trabalhar de forma firme, forte, assistindo e olhando de forma presencial aqui na Câmara”, defendeu.
“Gazeteiros“
Outro problema do sistema híbrido de sessões apontado pela vereadora está na ausência de vereadores que fingem estar acompanhando as sessões de forma virtual. Sem citar nomes, Glória Carrate denunciou que alguns colegas faltam às sessões e congelam as imagens na plataforma de reuniões virtuais para dar a falsa impressão de que estão acompanhando as discussões no Plenário.
“Me desculpem a quem serviu a carapuça, mas eu estou aqui e sempre são os mesmos vereadores que estão aqui no horário regimental. Enquanto estamos aqui fazendo quórum para que este plenário não encerre a sessão, tem muitos vereadores na rua, fazendo tapa-buraco, fazendo isso, fazendo aquilo. Por que eles não cumprem a obrigação deles como vereadores no horário regimental?”, questionou a vereadora.
“No horário regimental nós só temos três dias para trabalhar nesta Casa, segunda, terça e quarta-feira, e [o trabalho] inicia às 9 horas da manhã e vai no máximo até as 13 horas. É pedir muito, senhores?”, completou Glória.
Apoio
O pedido de Glória recebeu o apoio do vereador Rodrigo Guedes (PSC). O parlamentar pediu que a proposta fosse colocada em votação pela Mesa Diretora.
“Gostaria de solicitar que nós coloquemos em votação a proposta da vereadora Glória Carrate para extinguirmos a sessão híbrida, a sessão virtual. Como ela muito bem falou, o trabalhador não tem direito a trabalho virtual. Eu, por exemplo, estou aqui todos os dias e fico do início ao fim da sessão. Então não é justo alguns vereadores ficarem aqui e outros ficarem em casa. No horário do expediente, o vereador tem que estar aqui no Plenário”, destacou Guedes.
Matéria deve ser discutida em reunião de líderes
Apesar disso, o vereador Professor Samuel (PL) lembrou que a decisão de botar ou não a matéria em pauta deverá ser discutida em reunião de líderes.
O vereador Wallace Oliveira (Pros), que estava presidindo a sessão, confirmou que a discussão será feita entre as lideranças.
“Vereadores, o caminho é esse: reunião de lideranças. E vossas excelências sabem muito bem disso”, finalizou.
Reportagem: Lucas Raposo
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