Um forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar conseguiu conter os ânimos dos apoiadores dos principais candidatos a prefeito de Coari, que, na noite deste sábado (20), realizaram seus comícios em duas zonas da cidade.
Com o apoio do governador Wilson Lima (PSC), dos deputados estaduais Saullo Vianna (PTB), Sinésio Campos (PT) e Doutor Gomes (PSC), Robson Tiradentes Junior (PSC) reuniu um bom número de eleitores.
No discurso, Tiradentes destacou uma eventual parceria com Wilson, com o fim da opressão do grupo da família Pinheiro, no poder desde 2004.
“Não tenham medo da mudança”, clamou o candidato.
Wilson Lima tocou na mesma tecla, prometendo assumir o abastecimento de água da cidade, investir na geração de emprego e renda e acabar com a perseguição aos comerciantes que discordam dos Pinheiros.
“Te perseguem, multam, não te dão alvará [de funcionamento]. Isso vai acabar”, prometeu o governador.
Família Pinheiro no palanque

O ex-prefeito Adail Filho, investigado em casos de pedofilia, discursou em favor do sobrinho (Foto: Gerson Severo Dantas/RealTime1)
No bairro do Pera, O candidato Keitton Pinheiro (PP) lotou as ruas estreitas do local prometendo seguir com as políticas iniciadas pelo seu tio, o ex-prefeito Adail Pinheiro.
Adail ‘Pai’ discursou ao povo de Coari, defendendo que o sobrinho tivesse a oportunidade de continuar o legado iniciado por ele. O ex-prefeito Adail Pinheiro Filho e a deputada estadual Mayara Pinheiro (PP) também discursaram.
A grande ausência da noite foi a do ex-governador Amazonino Mendes (sem partido), que alegou problemas pessoais por não conseguir ir até Coari.
Auxilio Suspenso
Wilson Lima que, neste domingo (21), participa de uma caminhada com Tiradentes pelo bairro do Pera, prometeu voltar a Coari para entregar os cartões do programa do Auxílio Estadual Permanente e cestas básicas.
Estas ações foram proibidas de acontecer ate o fim da eleição suplementar pela juíza-presidente do pleito, Mônica Cristina Raposo da Câmara Chaves do Carmo. De acordo com a justiça eleitoral, a entrega dos benefício caracteriza captação ilegal de votos.
“Quem foi à Justiça pedir que suspendêssemos estes programas, que acontecem em todos os municípios, não quer que o povo pobre de Coari coma”, atacou Wilson, numa referência a Keitton Pinheiro, autor da ação judicial que culminou com a ordem de recolhimento dos cartões e das cestas, expedida por Mônica Chaves do Carmo.
Texto: Gerson Severo Dantas, enviado especial do RealTime1 a Coari
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