quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Carta em defesa da democracia tem apenas cinco assinaturas do Amazonas

Documento já reúne mais de 300 mil assinaturas até esta quinta, mas só conta, até o momento, com cinco assinaturas – todas de representantes do judiciário amazonense.
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O teor da Carta será divulgado na Faculdade de Direito da USP, no dia 11 de agosto (Foto: Divulgação/USP)
O teor da Carta será divulgado na Faculdade de Direito da USP, no dia 11 de agosto (Foto: Divulgação/USP)

Elaborada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a “Carta em defesa da Democracia” conta, até a tarde desta quinta-feira (28), com apenas seis signatários identificados como sendo do Amazonas. 300 mil brasileiros já assinaram o documento que repudia ameaças ao Estado de Direito.

A carta deve ser oficialmente lida na Faculdade de Direito da USP no dia 11 de agosto. A iniciativa é uma reação às inúmeras falas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas, fazendo ataques contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, ainda, convocando atos considerados golpistas para o próximo 7 de Setembro.

Quem assinou representando o AM?

Assinam representado o Amazonas, o juiz Luis Carlos Valois; o presidente do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), Érico Desterro, além dos conselheiros Júlio Pinheiro e Mario Manoel Coelho de Melo; e a procuradora de Justiça e ouvidora-geral do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), Jussara Maria Pordeus Silva.

Na lista de assinantes docentes de outras universidades da carta, não consta, até o momento, o nome de nenhum representante de instituições de esino público ou privado do Amazonas. Quem ainda quiser aderir à declaração da USP basta clicar este link.

Manifesto na mira de hackers

A USP informou que até a manhã desta quinta-feira foram identificados mais de 2 mil ataques de hackers ao site do documento.

Confira um trecho da Carta:

“Ao invés de uma festa cívica, estamos passando por momento de imenso perigo para a normalidade democrática, risco às instituições da República e insinuações de desacato ao resultado das eleições.

Ataques infundados e desacompanhados de provas questionam a lisura do processo eleitoral e o estado democrático de direito tão duramente conquistado pela sociedade brasileira. São intoleráveis as ameaças aos demais poderes e setores da sociedade civil e a incitação à violência e à ruptura da ordem constitucional”.

Além de membros da magistratura, ex-ministros do Poder Judiciário, profissionais de direito e procuradores, a carta também reúne personalidades das artes, jornalistas e empresários.

Texto: Emerson Medina

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