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sábado, 08 de maio de 2021

Braga: ‘País diante do subsolo do inferno por falta de política externa’

O senador Eduardo Braga (MDB) criticou as estratégias adotadas pelo Governo Federal em relação à pandemia. Para ele, faltou vontade política e diálogo internacional.

26 de março de 2021

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No último dia 19, o senador recebeu a 1ª dose da CoronaVac (Foto: Reprodução)

“O problema da vacina não é dinheiro, é articulação política”. Foi assim que o senador Eduardo Braga (MDB) sentenciou sobre a situação que o país vive em relação à pandemia do coronavírus. Para o político, o cenário seria diferente se o presidente Jair Bolsonaro (MDB) não tivesse contraposto ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden e, também, aos países China e Índia.

O senador da bancada amazonense repercutiu com o RealTime1 a possibilidade do Estado ter que “frear” o cronograma de imunização em decorrência de um pedido que alguns governadores brasileiros fizeram ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG).

Em coletiva, na manhã desta sexta-feira (26), Pacheco disse que os governadores pedem uma uniformização do Plano Nacional de Imunização para permitir que, “entre os estados haja igualdade entre as faixas etárias de alcance da vacinação, pra não haver desiquilíbrio entre os estados”. O presidente do Senado disse que as “reinvindicações são justas mas que precisam ser conversadas”, na ocasião.

A possibilidade deve deixar a bancada amazonense no Congresso Nacional em alerta. Primeiro lugar no ranking de vacinação, com 9,64% da população já imunizada, hoje, o Amazonas já está há pouco mais de 48 horas de iniciar o plano entre pessoas (com comorbidades) que tenham de 55 a 59 anos, enquanto ainda há estados que estão vacinando seus idosos com idade superior a 70.

“Se houver um plano concreto, vontade política e compras com vários laboratórios, o Brasil consegue vacinar em torno de um milhão de brasileiros por dia”, disse Braga, frisando que, neste momento “não é hora do Amazonas ganhar a antipatia e se opor que as vacinas cheguem em maior quantidade para os estados que estejam enfrentando o que já foi vivido aqui”.

“Recebíamos um percentual maior de vacina quando nossa letalidade era igual ou maior que a média nacional e, agora, a variante P1 está em 17 estados brasileiros. As remessas não podem parar”, disse Braga.

E se não houver mais doses?

Braga também comentou sobre a possibilidade de faltar imunizantes para a aplicação da segunda dose à população. Isto porque o oitavo informe técnico, divulgado pelo Ministério da Saúde, orienta o uso integral da remessa das vacinas CoronaVac para a primeira dosagem nas pessoas.

Para o senador amazonense, a decisão “traz um risco, principalmente nos primeiros dias de abril”.

Braga diz que, hoje, o país vive “diante do subsolo do inferno” e que para reverter a situação é necessário que a vacinação em massa chegue em grandes metrópoles. Apesar do Amazonas ter sofrido, nas duas ondas, o primeiro impacto, o senador destacou as seguintes metrópoles: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza.

“Senão, vamos ver a mesma coisa que vimos aqui. É uma tragédia anunciada”, disse.

Sem respostas

O RealTime1 tentou ouvir os outros dois senadores da bancada amazonense. Para falar com o senador Omar Aziz (PSD), buscou-se mediação do assessor Gustavo Toncovith por meio de ligação e mensagem no WhatsApp. Usando das mesmas estratégias, buscou-se contato direto com o senador Plínio Valério (PSDB).

Até a publicação desta matéria, nenhuma resposta foi enviada pelos senadores ou suas respectivas assessorias.

Texto: Rosianne Couto

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