O senador Eduardo Braga (MDB) cobrou, nesta quinta-feira (6), do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a realização de uma campanha de comunicação massiva para orientar os brasileiros a usarem máscaras, álcool em gel e manterem o distanciamento físico.
“Como não temos vacina, o que funciona são essas medidas. Então, é urgente essa campanha”, afirmou o senador do Amazonas
Queiroga disse que já está fazendo essas campanhas e que, pessoalmente, está concedendo entrevistas e fazendo discursos que reforçam tal necessidade, uma vez que a quantidade de vacinas compradas pelo Governo tem enfrentado problemas.
Na resposta Queiroga também falou que a situação do Amazonas, e de Manaus em particular, merece grande atenção para que, no pós-pandemia, o Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado seja fortalecido, com a estruturação de hospitais em municípios do interior, além de melhorar a atenção na saúde indígena.
“O que aconteceu em Manaus serve de alerta para sermos vigilantes para não termos uma terceira onda, que pode ser muito perigosa para a população”, disse, acrescentando que em relação a Manaus não é o momento de relaxar. “O número de casos está em baixa, mas precisamos insistir fortemente na adoção de medidas não farmacológicas, como uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento físico”, completou Queiroga.
Usar ou não medicamentos
Braga também questionou os motivos da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) estar há mais de um ano sem estabelecer um protocolo sobre o uso ou não de medicamentos como cloroquina e ivermectina no combate à Covid.
“Precisamos ter uma definição sobre este uso. Agora, ficamos nessa briga. É preciso uma definição da Conitec”, frisou Braga.
Queiroga informou que acionou a Conitec, dizendo que deu um prazo de 180 dias para que seja emitido um parecer que estabeleça um protocolo clínico e uma diretriz terapêutica sobre o uso ou não de medicamentos, mas que isso não é fundamental no combate a doença.
“O fundamental é termos sucesso na vacinação e que insistamos na adoção de medidas não farmacológicas”, resumiu Queiroga.
Texto: Gerson Severo Dantas
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