O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) indicou, na manhã desta terça-feira (20), que vetará o artigo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada no Congresso Nacional que elevou o Fundo Eleitoral de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. O presidente ainda sugeriu que o reajuste do fundo seja feito com base em índices de inflação do período.
O aumento do Fundo Eleitoral foi costurado por líderes do Governo Bolsonaro na Câmara, Ricardo Barros (PP/PR), e no senado, Eduardo Gomes (MDB/TO), na Comissão Mista do Orçamento e aprovado em plenário com os votos de todos os partidos do Centrão que compõem a base parlamentar de Bolsonaro, inclusive os seus filhos: Eduardo Bolsonaro, na Câmara, e Flávio Bolsonaro, no Senado.
Nesta segunda-feira (19), Bolsonaro levantou a possibilidade de vetar e, após isso, negociar com os partidos no Congresso um reajuste menor para o fundo eleitoral ou mesmo transferir para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a definição dos valores que seriam alocados no fundo para bancar a eleição de 2022.
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