O Amazonas foi um dos estados que mais perdeu verbas de emendas parlamentares. Ao todo, mais de R$ 160 milhões da bancada amazonense no Senado foram vetados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante a aprovação do orçamento para 2021.
As informações foram publicadas em uma reportagem no UOL, nesta quarta-feira (16), e traz relatos dos senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB), afirmando sentir que os cortes seriam uma forma de retaliação aos trabalhos que ambos vêm desempenhando na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, no Senado Federal.
“Desde dezembro que o interior do estado não recebe nenhum centavo para o custeio da saúde. Se não fosse o recurso que nós passamos no ano passado, o interior estaria vivendo um caos na saúde. Mas há seis meses o orçamento está congelado, não andou”, disse Braga ao UOL.
“As emendas não são dos senadores, as emendas são do estado. Naquele corte não houve critério algum. De alguns estados se cortou tudo, de outros nada. É estranho esse tipo de comportamento”, disse Omar Aziz.
Conforme o indicativo do senador Omar Aziz as emendas beneficiariam o setor primário do município de Rio Preto da Eva, que teria direito a R$ 150 milhões construção e implantação de um distrito agroindustrial. O mesmo valor em recursos seriam destinados pelo senador Eduardo Braga (MDB) para pavimentação de vias no interior do estado. Até a prefeitura de Manaus sairia ganhando R$ 250 milhões para programas de habitação.
Reunidos, os parlamentares amazonenses no Congresso enviaram para aprovação 15 emendas, 11 delas, por serem impositivas não puderam ser cortadas. Entretanto, os recursos apresentados nos relatórios setoriais, citados na reportagem, não foram aprovados. Além do Amazonas, somente os estados do Piauí e Goiás tiveram cortes superiores aos R$ 150 milhões.
Aziz destacou que os vetos “não intimidam”, e que, desde que aumentou o desgaste para o governo federal na CPI da Covid, o presidente Bolsonaro tem elevado as críticas a ele e a Braga.
Plínio diz que veto não é decisão fora do comum
O senador Plínio Valério (PSDB), que conseguiu direcionar R$ 30 milhões à segurança pública do Amazonas, defendeu a decisão do Governo Federal, dizendo que os vetos não foram “uma decisão fora do comum, uma vez que esse modalidade de ‘superemendas’ dificilmente são aprovadas”.
“As que foram (cortadas) são aquelas que alguns parlamentares apresentam em valores bem altos para algum sistema, mas eles mesmos sabem que dificilmente essas emendas são executadas. Não associo de forma alguma esses vetos à perseguição. No meu caso foi veto a todos, não teve discriminação”, disse o senador.
Da Redação e informações da UOL
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