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terça, 07 de dezembro de 2021

Bolsonaro em Manaus embaralha jogo político para a eleição de 2022

Futuro incerto do presidente Jair Bolsonaro, que visitou Manaus, ontem, deixa em aberto os passos que os principais caciques da política amazonense vão dar em 2022.

28 de outubro de 2021

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Wilson, Menezes, Braga, Omar e a bancada de deputados federais dependem da decisão de Bolsonaro para costurar alianças (Foto: Reprodução)

A passagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por Manaus, nesta quarta-feira (27), expôs a “engenharia política” que os diversos caciques e grupos partidários do Amazonas terão de fazer para disputar a eleição geral do próximo ano.

“O lado para o qual Bolsonaro pender, vai obrigar os outros a se reorganizar”, avalia o analista político Guilherme dos Santos ouvido pelo RealTime1.

A primeira peça no xadrez político foi movimentada pelo deputado federal Silas Câmara (Republicanos), responsável por trazer Bolsonaro ao Amazonas para participar de dois eventos evangélicos: a formação de pastores e a convenção da Assembleia de Deus do Amazonas. Silas declarou, na série de entrevistas promovida pelo RealTime1 com a bancada em agosto, que ele e o partido estão alinhados com a candidatura do senador Eduardo Braga (MDB).

E é aí que começa o conflito, posto que Wilson Lima (PSC) é um dos poucos governadores que se declaram aliados de Bolsonaro e se aproximou do lugar-tenente do presidente aqui no Estado, o coronel da reserva do Exército Alfredo Menezes. Este, por sua vez, é candidato ao Senado Federal.

Nessa posição, Menezes ameaça a reeleição do senador Omar Aziz (PSD), responsável por trazer boa parte dos recursos que irrigaram os cofres do governo de Wilson Lima nestes três anos. Foi da caneta de Omar, por exemplo, que saiu a emenda de R$ 202 milhões para bancar 60% da obra de reforma e duplicação da rodovia AM-010, a Manaus-Itacoatiara, cujo valor total chega a R$ 320 milhões.

Se Wilson estiver no palanque oficial de Bolsonaro nas eleições, o caminho lógico para Braga é garantir o palanque para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas sem a companhia de Silas Câmara e os evangélicos da Assembleia de Deus, fechados com Bolsonaro.

Neste cenário de Wilson com Bolsonaro, mas sem Silas e os evangélicos, sobrará para o senador Omar Aziz buscar a reeleição subindo no palanque de Ricardo Nicolau (Solidariedade), novo integrante do partido e já declarado pré-candidato a cadeira de Wilson Lima.

De acordo com o presidente estadual do Solidariedade, deputado federal Bosco Saraiva, o apoio a reeleição de Omar Aziz já está fechado, com ele no palanque do Solidariedade ou não.

Analista avalia cenário

Para Guilherme Santos, Omar é o cacique que reúne hoje os apoios mais consolidados, pois já está fechado com Bosco, com o vice-presidente da Câmara Federal, deputado Marcelo Ramos (PL) e com o deputado Sidney Leite, que está no PSD, mas poderá trocar de partido levando o apoio a Omar informalmente.

Fora isso, o analista vê o jogo dependendo do caminho partidário que o presidente tomar, até porque ele está sem filiação partidária, mas revelou em Manaus que está noivo do PP, dos irmãos Átila e Belarmino Lins, mas mantendo um “affair” (caso) com o PL, do ex-prefeito Alfredo Nascimento.

Se optar pelo “amante”, Bolsonaro vai criar problemas para Marcelo Ramos, que faria uma campanha sem apoiar um candidato formal ao governo e a presidência.

“Há muitas variáveis neste momento que só serão esclarecidas com o movimento de Bolsonaro. Do lado de Lula, é praticamente certo que ele virá em dobradinha com Braga, mas com chance de atrair também o apoio de Omar, se Wilson ficar com Bolsonaro e Menezes”, avalia.

Texto: Gerson Severo Dantas

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