quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bolsonaro e Lula travam disputa sobre valor do Auxílio Brasil

Após acusação do petista de que o auxílio tem duração até o fim do ano e de que pretende, se eleito, mantê-lo em 2023, Bolsonaro disse que o benefício será mantido em 2023.
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Auxílio Brasil

As promessas em torno da manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 se tornou o ponto central da disputa entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu até agora principal concorrente na eleição deste ano, o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Acossado pela acusação do petista de que o auxílio tem duração só até o fim do ano e da declaração de que pretende, se eleito, mantê-lo em 2023, o presidente acenou neste sábado, 13, em entrevista ao podcast Cara a Tapa, com a permanência do benefício no próximo ano.

Lula e Bolsonaro lideram as pesquisas de intenção de voto. O presidente reafirmou que o Auxílio Brasil de R$ 600 não vai acabar em dezembro. Disse que já conversou com seu ministro da Economia, Paulo Guedes, e que “vão ser mantidos os R$ 600 de auxílio emergencial no ano que vem”.

Em transmissão ao vivo no Facebook com o deputado André Janones (Avante-MG), Lula afirmou que o auxílio dado pelo atual governo foi aprovado até dezembro para garantir a reeleição. “É mentira”, rebateu Bolsonaro, no sábado, ao apresentador do podcast, Rica Perrone.

“Mentem como mentiam em 2018 que eu ia acabar com o Bolsa Família, que ia acabar com o seguro-defeso (dos pescadores). Nada acabou, nós combatemos as fraudes”, disse o presidente, apontando que o auxílio está com o valor três vezes maior do que o Bolsa Família, criado pelo governo Lula. “Com responsabilidade fiscal de Paulo Guedes.”

O adicional de R$ 200 para o Auxílio Brasil, que eleva o valor para R$ 600, é válido entre agosto e dezembro deste ano. O acréscimo foi permitido pelo Congresso com a aprovação de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê gastos de R$ 41,2 bilhões em benefícios sociais. Para manter o piso do auxílio em R$ 600 no ano que vem, seria necessária uma nova PEC.

Bolsonaro já disse, no início do mês, que os detalhes foram acertados com Guedes. O indicativo da manutenção do benefício nesse valor deve constar na Lei Orçamentária Anual (LOA).

“A proposta nossa na LOA já vem com esse indicativo, para manter os R$ 600. Logicamente, vamos depender do Parlamento após as eleições”, afirmou o presidente em entrevista ao SBT.

Da Redação, com informações de O GLOBO

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