quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Bolsonaro comemora saída de Eduardo Braga do 'Grupo G7' na CPI

Senador pelo Amazonas adotou uma postura diferente dos demais colegas do grupo G7, formado pelos senadores independente e os dois da oposição ao presidente.
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eduardo braga

Os senadores governistas que atuam na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 dão como certo que o grupo dominante na comissão, o G7, deixou de contar com o senador Eduardo Braga (MDB). Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (9), o senador governista Marcos Rogério (DEM/RO) se referiu ao grupo como G6 e sinalizou que a defecção é do senador pelo Amazonas.

Na transmissão ao vivo que fez nesta quinta-feira (8), o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou a redução do grupo para apenas seis integrantes.

O antigo G7 domina os encaminhamentos dos trabalhos da comissão desde a formação dela, quando garantiu a eleição do presidente, o senador Omar Aziz (PSD), o vice-presidente, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), e a indicação do relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL). Além destes três, o grupo original contava com Braga e os senadores Otto Alencar (PSD/BA), Tasso Jereissati (PSDB) e Humberto Costa (PT/PE).

As falas de Bolsonaro e Marcos Rogério já repercutem na mídia especializada. O colunista Otávio Guedes, da Globo News, comentou que a nova postura de Eduardo Braga deve-se a liberação de emendas que vão “turbinar” uma eventual candidatura dele ao Governo do Estado no próximo ano, quando o senador deverá enfrentar outro bolsonarista, o governador Wilson Lima (PSC).

O RealTime1 pediu da assessoria do senador uma posição sobre a relação dele com o G7, mas até o momento não recebeu respostas.

Texto: Gerson Severo Dantas

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