Os senadores governistas que atuam na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 dão como certo que o grupo dominante na comissão, o G7, deixou de contar com o senador Eduardo Braga (MDB). Em entrevista concedida na manhã desta sexta-feira (9), o senador governista Marcos Rogério (DEM/RO) se referiu ao grupo como G6 e sinalizou que a defecção é do senador pelo Amazonas.
Na transmissão ao vivo que fez nesta quinta-feira (8), o próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comemorou a redução do grupo para apenas seis integrantes.
O antigo G7 domina os encaminhamentos dos trabalhos da comissão desde a formação dela, quando garantiu a eleição do presidente, o senador Omar Aziz (PSD), o vice-presidente, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), e a indicação do relator, senador Renan Calheiros (MDB/AL). Além destes três, o grupo original contava com Braga e os senadores Otto Alencar (PSD/BA), Tasso Jereissati (PSDB) e Humberto Costa (PT/PE).
As falas de Bolsonaro e Marcos Rogério já repercutem na mídia especializada. O colunista Otávio Guedes, da Globo News, comentou que a nova postura de Eduardo Braga deve-se a liberação de emendas que vão “turbinar” uma eventual candidatura dele ao Governo do Estado no próximo ano, quando o senador deverá enfrentar outro bolsonarista, o governador Wilson Lima (PSC).
O RealTime1 pediu da assessoria do senador uma posição sobre a relação dele com o G7, mas até o momento não recebeu respostas.
Texto: Gerson Severo Dantas
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