quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Ativista social diz que temática LGBTQIA+ terá protagonismo no debate eleitoral

Presidente Jair Bolsonaro trabalha com pauta conservadora que exclui movimentos sociais e temas de interesses de populações LGBTQIA+, diz ativista Gabriel Mota.
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Um dos temas que estará no centro dos debates da eleição presidencial de outubro certamente é a situação da população LGBTQIA+, cujos direitos derreteram nos três anos da administração do presidente Jair Bolsonaro (PL), que nesta segunda-feira (10) voltou a atacá-la.

Ativista dos direitos humanos e secretário de movimentos sociais do PCdoB, o professor Gabriel Mota concedeu entrevista a TV RealTime1 e mostrou as preocupações dessa população em relação à luta política que será travada na eleição deste ano

O professor avalia que a gestão de Bolsonaro foi caracterizada até o momento pelo ataque aos vários segmentos “minoritários” da sociedade brasileira, mas principalmente a comunidade LGBTQIA+.

“As pessoas percebem a falta de sensibilidade quando se trata dessa comunidade. E a eleição será marcada por essa temática”, avalia Gabriel, neto do ex-senador (fevereiro de 1979 a maio de 1979) e ex-vice-governador do Amazonas (1975-1979) João Bosco Ramos de Lima .

Encarregado no partido de organizar os debates sobre os temas de interesse dos movimentos sociais, Gabriel Mota defende que os movimento despertem o mais rápido possível e mostre que o Governo Federal foi maléfico para grupamentos sociais, como LGBTQIA+, indígenas e mulheres.

“Queremos passar uma liga nos vários movimentos para que possamos mostrar que é preciso apoiar uma pauta progressista de governo”, defendeu, lembrando que a Secretaria Nacional que cuidava dos interesses e das lutas deste segmento hoje está resumida a uma pessoa trabalhando no Ministério da Família.

Entre as pautas que deverão ser colocadas para confrontar o viés conservador do atual presidente está a da união civil entre pessoas do mesmo sexo, um direito já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal, mas que o Legislativo empurra com a barriga o dever de inserir este tema no ordenamento jurídico nacional.

“Queremos mostrar que pagamos impostos e temos direitos humanos a união civil, a ter uma habitação digna. O que nos impede? Nós pagamos impostos e a nossa pauta é para ter os mesmos direitos que os demais segmentos sociais”, afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

Texto: Gerson Severo Dantas

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