quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Ataques e contra-ataques se intensificam na reta final da campanha

As propostas e pedido de votos para si passam a ficar em ser segundo plano e, cientes da lentidão da Justiça Eleitoral, os candidatos se arriscam a 'queimar' o adversário.
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A vibe ‘Paz & Amor’ do início da campanha eleitoral deste ano no Amazonas ficou para trás. Nesta reta final, nas propagandas, inserções, redes sociais e/ou comícios, os candidatos iniciaram uma série de ataques – e contra-ataques – na tentativa de descontruir a imagem e o discurso de seus adversários.

Por aqui, o principal alvo dos ataques tem sido o governador Wilson Lima (UB), que tenta a reeleição e que tem figurado na primeira posição nas pesquisas de intenção de voto divulgadas.

As propostas e pedido de votos para si passam a ficar em ser segundo plano e, cientes da morosidade dos julgamentos eleitorais, os candidatos se arriscam a ‘queimar’ o adversário porque sabem que o máximo que pode acontecer é a perda de tempo na TV e rádio durante o horário eleitoral gratuito.

O atual governador tem sido alvo constante de peças publicitárias que, na subjetividade, colocam na conta dele as mortes no Estado durante a segunda onda da pandemia da Covid-19 em decorrência do ‘inchaço’ ocorrido nas unidades de saúde, o que demandou maior utilização de oxigênio, resultando na falta deste insumo.

No entanto, sabendo da ‘potência’ dos adversários que estão em sua cola nas últimas pesquisas – Amazonino Mendes (Cidadania) e Eduardo Braga (MDB) -, Wilson insiste em lembrar que, juntos, Amazonino e Braga já governaram o Estado por mais de duas décadas, tendo oportunidade de tirarem do papel as mesmas promessas que fazem hoje aos eleitores.

A cientista política Liège Albuquerque explicou que os candidatos ainda usam essa ‘fórmula’ porque acreditam que os números ainda possam virar nesta reta final. Ela usa o termo ‘desesperado’ para classificar o candidato que passa a adotar este comportamento nos últimos dias de campanha.

“Os desesperados sempre começam a agir nesses últimos dias, seja em fake news ou alardeando erros reais de governos em cartazes apócrifos ou cargos legislativos passados. É a hora das campanhas insistirem no voto útil e usar as últimas estratégias de sedução aos indecisos”, explica.

Da Redação

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