quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Assassinato de premier japonês escancara fragilidade da segurança de Lula

Eventos do ex-presidente Lula foram atacados duas vezes. A mais recente foi nessa semana quando o petista participou de um comício no Rio de Janeiro.
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Lula

O atentado que terminou com a morte do ex-primeiro ministro do Japão, o conservador Shinzo Abe, jogou luz sobre a segurança do ex-presidente Lula (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL), os dois candidatos que estão na liderança das pesquisas presidenciais.

Na tarde desta sexta-feira (8), o consulado do Japão, em Manaus, localizado no bairro Adrianópolis, colocou a bandeira japonesa a meio mastro para lamentar o assassinato do premier, que foi morto a tiros após participar de um evento eleitoral, em Nara.

Manaus tem segunda maior comunidade japonesa do País. Distrito sedia gigantes japonesas do setor de duas rodas (Foto: Jefferson Ramos)

O caso japonês guarda similaridade com a campanha pré-eleitoral no Brasil. Eventos do ex-presidente Lula foram atacados duas vezes. A mais recente foi nessa semana quando o petista participou de um comício no Rio de Janeiro.

Um artefato com explosivos e fezes foi detonado atingindo simpatizantes do esquerdista. Lula ainda não havia subido no palanque. Neste comício, Lula discursou usando colete a prova de balas.

Um outro evento com Lula já tinha sido alvo de um drone com “água de esgoto” em Uberlândia (MG), segundo a militância. E o carro do juiz responsável pela ordem de prisão contra o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi alvo de um ataque com excrementos e ovos.

Em 2018, o então candidato Jair Bolsonaro foi vítima de uma facada no abdômen. O autor do ataque ao candidato foi identificado como Adélio Bispo, que segue preso em penitenciária federal, no Campo Grande.

Em maio de 2019, a Justiça Federal em Juiz de Fora considerou que Bispo era inimputável por transtorno mental.

Nenhum mandante foi identificado. No entanto, Bolsonaro força o argumento de que Adélio teria o esfaqueado a mando do PSOL, partido de esquerda. A Polícia Federal (PF) já descartou a acusação depois de duas linhas de investigação.

Texto: Jefferson Ramos

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