O advogado Marcos Tolentino, apontado como o sócio oculto da FIB Bank, será ouvido, nesta quarta-feira (1ª/9), pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 do Senado Federal. Ele é apontado como o sócio oculto do FIB Bank Garantia Fidejussórias S/A , empresa que ofereceu uma carta de fiança de R$ 88 milhões à Precisa Medicamentos como condição para conseguir vender as 20 milhões de doses da vacina Covaxin para o Ministério da Saúde, num contrato de R$ 1,6 bilhão.
Marcos Tolentino aparece em várias mensagens trocadas entre operadores da Precisa Medicamentos e o Ministério da Saúde durante a negociação do contrato, que só foi cancelado oficialmente na semana passada. Tolentino é ainda amigo do líder do governo Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara Federal, o deputado Ricardo Barros (PP/PR).
Ambos são originários de Maringá, cidade sede de outra farmacêutica, a Belcher, que negociou a venda da vacina Convidecia, do laboratório chinês CanSino, por preços superfaturados.
A CPI também teve acesso a fotos e vídeos nos quais Tolentino aparece com outros paranaense famoso no rol de suspeitos da CPI, o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, chamado por Tolentino de “nosso Bob”.
Texto: Gerson Severo Dantas
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