O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) rejeitou o recurso apresentado pelo ex-prefeito de Coari, Adail Filho (PP) e seu vice Keitton Pinheiro (PSD) mantendo assim a cassação do registro de candidatura, decidido em unanimidade pela Corte em dezembro do ano passado.
Agora a sentença, promulgada pelo juiz eleitoral, Marco Antônio Pinto da Costa, segue para o crivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e caso o Acordão do TRE seja mantido, e não hajam mais recursos, Coari enfim terá uma data para as eleições suplementares que deveriam ter ocorrido até o dia 28 de janeiro.
Autor da denúncia
O segundo colocado no pleito, Robson Tiradentes foi um dos autores da denúncia de inelegibilidade de ‘Adailzinho’, por configurar três mandatos consecutivos pelo mesmo grupo familiar após o pai Adail Pinheiro afastado da prefeitura em 2014 por acusações de crimes de abuso sexual de menores e fraudes em licitação.
Tiradentes, acredita que Adail não irá recorrer da decisão novamente. Ele espera que a decisão final seja feita em até 60 dias e as eleições ocorram até setembro.
Sem ‘espírito público’
Robson colocou o seu nome para a corrida pela cadeira do executivo municipal e afirmou que a próxima gestão enfrentará grandes problemas após a saída da prefeita interina, Dulce Menezes (MDB) que é tia de Adail Filho.
“Essa família já está há 20 anos no poder. Eles não tem o mínimo espírito público. Eles pensam que a prefeitura é deles. O caixa deles e é assim que eles operam na cidade”, acusou.
A prefeita interina ascendeu ao cargo pois era presidente da Câmara dos Vereadores quando foi retirado o mandato do sobrinho, reeleito nas eleições de 2020. Adail havia pedido afastamento do cargo com pouco mais de um mês para o fim do mandato de prefeito, por motivo de saúde.
Texto: Giovanna Marinho
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