A construção do Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas avança com a realização de uma série de consultas públicas, que buscam garantir a participação de diferentes setores na formulação do documento.
O evento Diálogos – Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas, promovido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), teve sua primeira rodada na terça-feira (11) e segue nesta quarta-feira (12), reunindo startups, empresários, investidores e acadêmicos no Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), em Manaus.
O objetivo é consolidar estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável da região, garantindo que o plano contemple tanto as populações tradicionais quanto o setor produtivo e tecnológico do estado.
Consulta pública e participação social
Na abertura do evento, o secretário da Sedecti, Serafim Corrêa, destacou a importância da escuta ativa para assegurar que o plano seja construído com base na realidade e nas necessidades das comunidades envolvidas. A iniciativa prevê a realização de 80 consultas públicas antes da finalização do documento.
O cacique Domingos Francis Prado Vaz, da comunidade indígena Cipiá, localizada a 35 km de Manaus, reforçou a relevância da participação dos povos tradicionais no debate. Ele destacou o papel dessas comunidades na preservação da floresta e na valorização do etnoturismo como alternativa sustentável.
A diretora de Bionegócios do CBA, Andrea Lanza, enfatizou que o plano vem sendo estruturado desde o ano passado e ressaltou a importância de que o resultado final vá além de um documento formal, garantindo implementação prática e impacto real.
Próximos passos
Após as rodadas de discussão realizadas em Manaus, a Sedecti dará início às Escutas Regionais, que percorrerão municípios do interior do estado. A partir dessas contribuições, será elaborada a primeira versão do Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas, com previsão de validação ao longo do ano.
Entre as ações previstas dentro do plano, estão:
- Linhas de crédito para cadeias produtivas sustentáveis;
- Ampliação de pesquisas científicas para fortalecer a bioeconomia;
- Expansão do uso de energia solar na Amazônia;
- Certificação de produtos sustentáveis;
- Criação de um banco de mudas para incentivar o reflorestamento.
O plano é estruturado com base em eixos prioritários, incluindo descarbonização e energia renovável, ecossistema de negócios, cultura e patrimônio genético, e governança.
O evento contou com a presença de representantes do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), Fundação Estadual dos Povos Indígenas do Amazonas (Fepiam), Conselho Regional de Economia do Amazonas e Roraima (Corecon-AM/RR), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e outras instituições.
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