O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil avançou 0,4% no segundo trimestre de 2025 em relação aos três meses anteriores, segundo dados dessazonalizados.
Na comparação anual, a alta foi de 2,2%, confirmando a desaceleração da economia.
O resultado reflete os efeitos da Selic em 15% ao ano e da inflação de serviços persistente, que frearam setores dependentes de crédito, como a construção civil e parte da indústria.
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Entre os destaques positivos, a agropecuária cresceu 10,1% em relação a 2024, as indústrias extrativas avançaram 8,7%, e os serviços — 70% do PIB — subiram 0,6% no trimestre.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias aumentou 0,5%, enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo caiu 2,2%. Exportações subiram 0,7% e importações recuaram 2,9%.
Com isso, o carry-over para 2025 ficou em 2,3%, sugerindo que o PIB deve encerrar o ano com crescimento próximo de 2%, caso não haja novos choques.