domingo, 14 de julho de 2024

faça parte da Comunidade RT1

PF do Acre faz terceira operação contra corrupção com mandados no AM

O esquema de corrupção teria causado danos ao erário público acreano estimados em mais de R$ 5 milhões, que deverão ser objeto de ressarcimento, segundo a Polícia Federal.
COMPARTILHE
PF do Acre AM

Em 15 dias, a Polícia Federal do Acre deflagrou três operações policiais para investigar esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro no estado com mandados que envolvem políticos e empresários do Amazonas. Nesta quinta-feira (16), agentes federais estão em Manaus cumprindo mandados relativos à operação Fata Morgana.

O esquema de corrupção teria causado danos ao erário público acreano estimados em mais de R$ 5 milhões, que deverão ser objeto de ressarcimento, segundo a PF.

Dessa vez, a investigação apura a suspeita da prática de diversos crimes envolvendo empresas da área de construção civil e funcionários de órgãos públicos como o Departamento de Estradas e Rodagens (Deracre) e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Além dos mandados em Manaus, a PF acreana está também em Santa Catarina e São Paulo.

Na semana passada, outra operação da PF do Acre cumpriu mandados na capital, dessa vez, em investigação contra suspeitas de corrupção do governo acreano, que recaem sobre o governador Gladson Cameli (Progressistas).

A ação foi uma nova fase da operação Ptolomeu, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. Mais de R$ 120 milhões em bens dos investigados, incluindo valores em contas bancárias, aeronaves, casas e apartamentos de luxo foram bloqueados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Receba notícias do RT1 em primeira mão
quero receber no Whataspp
Quero receber no Facebook
Quero receber no Instagram

Em Manaus, os mandados foram cumpridos em um condomínio de luxo na Ponta Negra e envolveriam o empresário Eládio Cameli Júnior, irmão do governador do Acre, segundo informações do jornalista Ronaldo Tiradentes.

No dia 2 de março, a PF deflagrou uma operação com mandados cumpridos na sede da Prefeitura de Eirunepé, no interior do Amazonas. As investigações da operação Cama de Gato giram em torno de um suposto esquema de fraude à licitação, desvio de recursos, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Fata Morgana

Para a operação desta quinta-feira, a PF informou ter mobilizado cerca de 90 policiais federais, em quatro unidades da federação (Acre, Amazonas, Santa Catarina e São Paulo), que cumpriram 19 mandados de busca e apreensão, 12 mandados de suspensão do direito de participar de licitações e de firmar contratos com órgãos públicos e três suspensões do exercício da função pública.

A investigação foi iniciada a partir de Nota Técnica da CGU, que apontou diversas irregularidades relativas a contratos entre o DERACRE e a SEINFRA e um consórcio de empresas de engenharia.

Em razão dos fatos apurados, os investigados poderão responder judicialmente pelos crimes de associação a organização criminosa, fraude em licitação ou contrato e falsidade ideológica, entre outros delitos acessórios, cujas penas somadas podem ultrapassar 21 anos de prisão.

Da Redação

Leia Mais:

COMPARTILHE