terça-feira, 22 de setembro de 2026

Corrida eleitoral no AM: pesquisas divergem sem fatos novos

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A ausência de fatos políticos de grande impacto no Amazonas não impediu que os institutos de pesquisa desenhassem cenários completamente divergentes para as eleições de 2026, acendendo um sinal de alerta sobre as metodologias aplicadas. O exemplo mais nítido dessa falta de sintonia envolve os candidatos Omar Aziz e Maria do Carmo.

No mesmo dia 8 de maio, enquanto a AtlasIntel colocava Maria do Carmo na liderança isolada com 38% contra 28% de Omar Aziz, o instituto Census apontava o exato oposto, trazendo Omar no topo com 35% e a candidata com apenas 22%. Essa flutuação de até dez pontos percentuais sem qualquer fato novo relevante se repetiu ao longo de maio: no dia 21, o Instituto Veritá deu 34% a Maria do Carmo e 27% a Omar; apenas 48 horas depois, no dia 23, a Pontual inverteu as posições, registrando Omar com 29% e Maria com 20%. No encerramento do mês, a média das seis últimas pesquisas fixou Omar com 28% e Maria do Carmo com 21%.

As incongruências também marcam o desempenho de Roberto Cidade. No levantamento do Instituto Veritá de 21 de maio, Cidade amargava apenas 9% das intenções de voto, mas deu um salto estatisticamente inexplicável para 22% na pesquisa da Pontual dois dias depois, embora sua média final tenha fechado em 17%, empatado com David Almeida, que variou de forma mais estável entre 17% e 19% na maioria dos institutos.

No cenário para o Senado, onde as pesquisas de dois votos foram convertidas proporcionalmente para 100%, o “efeito sanfona” persiste. O Capitão Alberto Neto oscilou entre o pico de 27% no Instituto Veritá e os 15% registrados pela IPEN, Projeta e Eficaz, fechando com média de 18%. Eduardo Braga manteve maior regularidade na liderança da média final com 24%, transitando entre margens de 19% a 25% dependendo de quem assina o levantamento.

Embora pequenas variações na soma total decorrentes de arredondamentos sejam aceitáveis e não representem erro de cálculo, a discrepância profunda entre os dados em um mesmo recorte temporal sugere que as amostragens estão servindo mais para alimentar narrativas políticas do que para refletir a real opinião pública nas ruas do estado.

Veja o resultado na tabela evolutiva abaixo:

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