O depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, nesta quarta-feira (19), à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, pintou um quadro que praticamente nega que Manaus enfrentou uma crise de abastecimento de oxigênio em janeiro e que não morreram pessoas asfixiadas nos hospitais do Estado, jogando a responsabilidade para o Governo do Amazonas.
A declaração de que a crise de oxigênio durou apenas três dias (13, 14 e 15 de janeiro) e que desde o dia 8 de janeiro o ministério já trazia oxigênio para Manaus irritou os senadores pelo Amazonas Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB).
Braga pediu que Pazuello falasse a verdade porque a crise de desabastecimento durou mais de vinte dias e que há registros de pessoas morrendo asfixiadas nos hospitais até o dia 30 de janeiro. Omar criticou, principalmente, a falta de ação do ministro na busca do auxílio oferecido por governo estrangeiros.
“Por que não aceitamos o avião oferecido pelo governo do Estados Unidos? Por que não recorremos a Venezuela que oferecia oxigênio?”, questionou Omar, que ficou sem as respostas de Pazuello.
Leia Mais: