quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Para Queiroga, volta às aulas não depende do esquema vacinal completo

O ministro da Saúde revelou que para o pleno retorno às aulas em todo o Brasil a estratégia é testar os professores. A classe é contra o retorno sem as duas doses da vacina.
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Medida que tem mobilizado professores e servidores da Educação no Amazonas, a segunda dose da vacina contra a Covid-19 não é um fator de prioridade na avaliação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A declaração foi dada nesta segunda-feira (21) durante sua participação na Audiência Pública feita pela Comissão Temporária da Covid-19, no Senado.

O ministro enfatizou que em vários estados, há mais de um ano, os alunos não têm aulas presenciais. A estratégia do Ministério da Saúde, segundo ele, é acelerar a distribuição de doses para os professores da educação básica e ampliar a testagem nas escolas. Até agora, o Ministério da Saúde (MS) enviou doses de vacinas suficientes para 80% dos professores.

“No meu entendimento, não é fundamental que todos os professores estejam imunizados com duas doses para o retorno às aulas. Com estratégias adequadas de testagem podemos compatibilizar o retorno às aulas com a identificação dos casos positivos e, a partir daí, ter já no segundo semestre o retorno às aulas”, disse Queiroga.

Em Manaus

O retorno às aulas em escolas municipais de Manaus aconteceu dia 31 de maio, de forma híbrida, 50% dos alunos assistem as aulas em casa e os outros 50% vão para as escolas. Porém, a aplicação da primeira dose da vacina nos professores não impediu a infecção de duas servidoras da escola Dr. Raymundo Nonato Magalhães Cordeiro.

O Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom/Sindical) declarou greve até que todos os professores sejam devidamente vacinados com as duas doses da vacina.

Texto: Giovanna Marinho

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