O papa Francisco nomeou, nesta quarta-feira (27), o padre amazonense Zenildo Lima da Silva, 57, para o posto de bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, no lugar de dom José Albuquerque, que em dezembro assume a chefia da igreja católica na arquidiocese de Parintins.
Zenildo será bispo auxiliar do cardeal da Amazônia, dom Leonardo Steiner, que sugeriu o nome dele para o papa Francisco. Atualmente, Zenildo é reitor do Seminário Arquidiocesano São José e um dos vice-presidentes da Conferência Eclesial da Amazônia (Ceama).
Nascido em 14 de outubro de 1968, em Manaus, o novo bispo auxiliar de Manaus é o sexto filho de uma família de dez irmãos. Ingressou no seminário em 18 de fevereiro de 1989. Cursou Filosofia e Teologia no então Centro de Estudos do Comportamento Humano (Cenesch), em Manaus, de 1989 a 1995.
Zenildo foi ordenado diácono em 19 de março de 1996 e a ordenação presbiteral foi em 4 de agosto do mesmo ano. Padre Zenildo é mestre em Teologia, com especialização em Teologia Dogmática, pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1998-2000).
De acordo com a Nunciatura Apostólica no Brasil, que informou a decisão de Francisco, a dissertação do futuro bispo auxiliar de Manaus tratou sobre a “Dimensão Eclesial do Ministério Presbiteral”. O mestrado foi reconhecido pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Em Manaus, Zenildo foi pároco da igreja Cristo Libertador, na Compensa, Zona Oeste; Santa Luzia, na Matinha. Também atuou nas paróquias de São Lázaro, Santa Cruz, Nossa Senhora Auxiliadora e São Raimundo. Como bispo auxiliar, a missão dele envolverá todas as paroquias da cidade.
Zenildo sucederá José Albuquerque, 55, também amazonense Manaus, que foi designado em 2022 pelo papa Francisco para substituir o bispo de Parintins, dom Giuliano Frigenni, que pediu aposentadoria por ter chegado a idade limite de 75 anos.