Terceiro maior segmento do Polo Industrial de Manaus (PIM) em termos de faturamento, o setor de Duas Rodas registrou queda de 28,47% nas receitas durante os dois primeiros meses de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com dados dos Indicadores de Desempenho do Polo Industrial de Manaus, divulgado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no acumulado de janeiro e fevereiro, as indústrias do polo de Duas Rodas anotaram faturamento total de R$ 1,89 bilhão. No primeiro bimestre de 2020, o faturamento do setor foi de R$ 2,64 bilhões.
Levando em consideração o faturamento em dólar o tombo foi ainda maior. Com US$ 345.9 milhões faturado em janeiro e fevereiro, o setor de motocicletas do PIM teve uma queda de 42,68% no faturamento, também na comparação com o mesmo período de 2020 (US$ 603.5 milhões).
Estes resultados colocam o polo de Duas Rodas como um dos setores do PIM mais prejudicados durante a segunda onda da pandemia do coronavírus no Amazonas.
“Os números não são nenhuma surpresa. Sem dúvidas, a pandemia teve um impacto grande neste resultado. A Moto Honda, por exemplo, ficou parada por mais de uma semana e outras grandes indústrias também tiveram redução nas atividades neste período. Os decretos estaduais que limitaram a circulação de pessoas também dificultaram a situação das empresas durante todo o primeiro trimestre”, explicou o presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco.
Setor representa terceiro maior faturamento do PIM
Mesmo assim, ainda segundo os números da Suframa, o segmento foi, sozinho, responsável por 8,82% do faturamento total do Polo Industrial de Manaus nos dois primeiros meses de 2021, ficando atrás apenas dos setores de bens de informática (25,41%) e eletroeletrônico (22,57%).
Expectativa na recuperação
Périco acredita na recuperação do setor de Duas Rodas. Para ele, os resultados negativos nos dois primeiros meses deste ano não deverão afetar o faturamento previsto para 2021.
“[A queda no faturamento do Polo de Duas Rodas] não é nada que traga maiores riscos ou impactos. Acredito que essas empresas vão conseguir se recuperar e atender o que havia sido programado para este ano. Temos mais oito meses pela frente, então acredito que o setor vai conseguir se recuperar”, previu o presidente do Cieam.
Reportagem: Lucas Raposo
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