Depois de ouvir críticas de senadores sobre a ameaça feita à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 pelo filho caçula de Jair Bolsonaro (sem partido), Jair Renan, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD), informou que conversou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o qual disse estar “100% solidário com o trabalho da comissão”.
Ainda segundo Omar Aziz, Pacheco classificou de inaceitável esse tipo de comportamento, seja de quem for, e que tomaria providências. Logo na abertura da reunião, os senadores Rogério Carvalho (PT-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) criticaram a postura do filho mais novo do presidente Bolsonaro, Jair Renan, que, segundo eles, ameaçou a CPI.
Eles exibiram um vídeo em que o jovem de 22 anos está numa loja de armas, aponta para as pistolas e diz: “Alô, CPI!”. Os parlamentares lembraram que ele é maior de idade, não tem foro privilegiado e cometeu crime de ameaça.
O relator, Renan Calheiros (MDB-AL), considerou absurda a situação: “Essas ameaças de um fedelho como esse não vão intimidar a CPI”, avisou.
Ao comentar o comportamento de Jair Renan, o filho caçula do presidente da República, Jair Bolsonaro, o senador governista Marcos Rogério (DEM-RO) disse que a atitude dele foi de fato inapropriada, mas não o suficiente para que seja necessária uma convocação pela CPI. O senador disse não ter visto crime de ameaça, mas não se opõe que seja enviada uma representação para apuração do fato pelo foro competente.
Fonte: Agência Senado
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