quarta-feira, 23 de setembro de 2026
POLÍTICA

Pacheco critica fala de Lula sobre holocausto e é repreendido por Omar

O debate aconteceu durante sessão plenária nesta terça-feira (20/2), no Senado Federal.
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Senador Omar Aziz na CPI da Braskem
(Foto: Divulgação)

O senador do Amazonas, Omar Aziz (PSD), saiu em defesa do presidente Lula (PT) após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) repreender a fala do mandatário que comparou o conflito entre Israel e o grupo Hamas e a Palestina, na Faixa de Gaza, com o holocausto.

O debate aconteceu durante sessão plenária desta terça-feira (20/2), no Senado Federal.

Após Pacheco repreender a declaração de Lula, afirmando que “o Senado Federal não pode aderir, compactuar ou se calar, diante de qualquer afirmação, de quem quer que seja, inclusive do Senhor Presidente da República, que compare a ação militar que está ocorrendo na Faixa de Gaza com o Holocausto, o genocídio contra o povo judeu perpetrado pelo regime nazista na Segunda Guerra Mundial”.

Omar Aziz, então, pediu a palavra e disse que o Senado estava se mantendo calado em relação aos conflitos e pediu que os colegas tipificassem a morte de 10 mil crianças e mulheres que acontece durante a guerra.

“O povo judeu é uma coisa, que todos nós respeitamos, mas não confundam o povo judeu com esse governo de direita, sionista de Israel. Não confundam. Ao povo judeu todo o nosso respeito, a nossa solidariedade, pelo que aconteceu. Agora, eu quero tipifique o que está acontecendo lá hoje! E depois eu vou falar sobre esse assunto e vou colocar quem é que fez o Al-Qaeda, quem fez o Hamas, para estar acontecendo o que está acontecendo hoje, quem está por trás de tudo isso”, declarou.

O senador do Amazonas ainda citou as mais de 700 mil mortes em razão da Covid-19 no Brasil, durante o governo Bolsonaro.

“Morreram 700 mil pessoas no Brasil e eu não vi nenhum histerismo na internet por parte da direita, por parte de alguns, nem por parte desta Casa. Tipifique o que é matar 30 mil inocentes. E quantos terroristas foram mortos com esses ataques? Não tem que se comparar realmente com o holocausto, é impossível. Agora, o Presidente Lula nunca abraçou uma deputada nazista, neta de ministro e a direita quietinha”, cutucou Aziz.

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