quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Voto e condições de vida: a responsabilidade de nossas escolhas nas eleições

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Mestre em Ciência Jurídica, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep) e professor de Direito Eleitoral.

De acordo com Spinoza, em seu Tratado Político: “Os homens são feitos de tal maneira que não podem viver sem uma lei comum”. “O direito natural pelo qual cada um é juiz de si mesmo desaparece, portanto, necessariamente no estado civil”.

Com o estado civil aparece o cidadão, homens considerados como gozando de todos os privilégios que a cidade concede em virtude do direito civil. É o Direito sustentando a democracia. Daí dizer a nossa Constituição Federal, constituir-se o Brasil em Estado Democrático de Direito – artigo 1º.

Nossas leis têm origem democrática, são elaboradas por pessoas que foram por nós, o povo, eleitas com essa finalidade: criar leis, aprovar políticas públicas, que tornem nossas vidas melhores. Já pararam para pensar sobre isso? Da nossa responsabilidade a cada eleição! Responsabilidade não apenas com nós mesmos, mas com nossos filhos e futuras gerações!

Sim, embora talvez não reflitamos sobre isso, o mundo que nossos filhos e as futuras gerações herdarão depende muito de nosso voto a cada eleição. Dependendo de quem elegemos, estamos levando o mundo ao desenvolvimento ou ao atraso, a paz ou a guerra.

Vejam, Hitler foi eleito democraticamente pelo povo, mas qualquer um que tivesse lido seu livro (Minha Luta), observado seus discursos, as práticas de seu partido político, perceberia que aquilo não poderia acabar bem.

Vejo todos os dias nos jornais pessoas reclamando de suas casas alagadas, de suas ruas esburacadas, da falta de saúde, da insegurança, etc. Mas quantas dessas pessoas pararam, por um segundo, para pensar na hora de votar sobre estes problemas, e que o resultado da eleição teria efeito sobre estas situações?

Sim, resultado de eleições, as consequências de nosso voto refletirão sobre nossas condições de vida.Todos podemos ver que as campanhas para presidente da República, para governador do Estado, para senador, deputado federal e estadual, do próximo ano (2026), já estão em andamento.

Como já disse em artigo anterior, isso é bom, podemos desde já observar cada pré-candidato.E não adianta dizer “nada muda”, “são todos iguais”, “no dia da eleição, no caminho para a escola onde voto, pego um ‘santinho’ na rua e voto, cumpri minha obrigação”.

Não é somente uma obrigação votar, é um direito democrático e um privilégio, quantos povos e grupos lutam por esse direito!E não são todos iguais, é só atentarmos para um princípio bíblico: “Pelos seus frutos os conhecereis”! Observem! Até outubro de 2026, temos tempo.

* Mestre em Ciência Jurídica, Membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP) e Professor de Direito Eleitoral.

*O conteúdo é de responsabilidade do autor e não expressa, necessariamente, a opinião do RealTime1.

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