quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Nova geração de negócios no Amazonas

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Doutor em Ciências do Ambiente e Economia Ambiental pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM.

Recentemente tive a oportunidade de moderar o painel sobre Bioeconomia, por ocasião da Feira de sustentabilidade do polo industrial de Manaus – FESPIM. O eviterno debate sobre o Polo industrial de Manaus, associado a emergência em identificar novos modelos de negócios para o estado do Amazonas, aliado ao potencial de recursos naturais aqui disponíveis, acendem a esperança em trazer melhorias para a nossa sociedade de forma escalável por meio de produtos e serviços desenhados para os desafios contemporâneos de população jovem e em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Certamente o caminho da Bioeconomia, aliada a ciência e tecnologia, é quem poderá proporcionar as transformações positivas por meio de soluções inovadoras para problemas antigos que se tornaram complexos, por absoluta tentativa de apenas se repetir o passado, propiciando a incapacidade de sustentar iniciativas promissoras e muito menos as multiplicar, sem depender de doações contínuas.

Diante deste desafio, foi lembrado o papel de organizações com o propósito de apoiar com capital financeiro e intelectual empresas relativamente emergentes, de ideias promissoras, como um dos caminhos em inserir novos talentos no mundo de oportunidades. Estas que o Estado reconhecidamente possui, e cujo desafio principal é desenvolver ou aprimorar um modelo de negócio, prioritariamente nascente de conhecimento adquirido, onde estas organizações podem cobrir o “gap” no apoio intelectual existente.

Ressalta-se que apenas possuir a disponibilidade de recursos florestais é importante, mas não é o suficiente, para gerar novos negócios potencializando melhorias na sociedade em uma economia de escala por meio de produtos e/ou serviços desenhados para os desafios de um Estado que carece de infraestrutura, energia e complexo na logística.

O caminho certamente não é fácil, pois requer foco, capacitação, participação, alinhamento de objetivos, redes de contatos, serviços, utilização de ferramentas tecnológicas, entre outras. 

Ao final, ficou claro que as oportunidades são superiores aos desafios na força do empreendedorismo com aportes adicionais para propiciar eventos significantes e soluções inovadoras, capazes de autossustentação sem depender de doações contínuas, e assim, impactar positivamente muitas pessoas.

*O conteúdo é de responsabilidade do autor e não expressa, necessariamente, a opinião do RealTime1.

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