domingo, 25 de outubro de 2026

Me formei, sou Turismólogo. E agora?

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Daniel Bernardes é turismólogo, empresário de consultoria em planejamento e gestão empresarial.

Em algum momento da sua vida de estudante, você já deve ter se perguntado isso: me formei, e agora? Não importa se foi ao final do ensino médio, se em algum curso técnico profissionalizante ou no ensino superior. Essa dúvida sempre paira sobre nossas cabeças.

O curso de turismo é generalista e acaba te colocando em uma visão holística da atividade, abrindo tantos campos de oportunidades que deixa essa dúvida ainda mais presente.

Mas a situação vai muito além da simples dúvida do que fazer após formado. Sabem por quê? Simplesmente porque o mercado na se importa com diploma e sim com o que você consegue fazer com o conhecimento que adquiriu.

É isso mesmo. Excetuando-se aquelas profissões que são regulamentadas por lei, um diploma não é garantia de empregabilidade ou sucesso. Por isso que vemos tantas pessoas com as formações mais diferentes empreendendo no turismo e vice-versa.

Mas o que fazer então? Bom, não existe fórmula. A meu ver, a resposta mais simples seria: o que você fez durante o seu curso que te aproximou do mercado e te abriu oportunidades e outros aprendizados que não estavam no contexto da sua instituição de ensino?

Quando estava cursando turismo, tinha a obrigação curricular do estágio. Conseguir estágio, naqueles idos, era difícil. Sendo remunerado então, um luxo para poucos! Fiz meu estágio de forma gratuita, mas cobrei meu preço. Não saía do meu local de trabalho sem aprender alguma coisa ou conhecer alguém que pudesse me ser útil profissionalmente.

Estou falando disso mesmo. Não precisa ser estágio, não precisa ser remunerado. É trabalho voluntário mesmo, mas tem um preço que você precisa cobrar: o aprendizado!

A sua instituição de ensino deve direcionar o foco do curso, precisa te colocar com a experiência direta do mercado, só assim sua dúvida será menor. Enquanto academia, também precisa promover a produção científica, mas isso deve ser síncrono e equilibrado para a formação de um profissional que o mercado precisa. E é preciso de empreendedores! Há muito mais oportunidades de trabalho do que emprego propriamente dito, em especial no segmento de turismo.

Há um bom tempo venho questionando se os cursos de turismo têm realmente formado os profissionais que o mercado quer. Quando pergunto isso a empresários, a resposta é não. A minha é de que ainda precisamos avançar muito nesse sentido. Mas isso é assunto para outro artigo.

Não deixe de cobrar essas atualizações de seu curso, mas também não fique parado. O mercado sempre estará de portas abertas para quem é proativo.

Analise quais outras habilidades você possui em outras áreas e use isso ao seu favor no turismo. Esse mercado é um dos mais amplos e adaptáveis que existe. Aproveite.

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