Um dos pontos mais sensíveis do levantamento é a pergunta que mede a reação dos eleitores à possibilidade de David Almeida deixar a prefeitura de Manaus para concorrer ao governo do Amazonas, transferindo o comando da cidade ao vice-prefeito Renato Júnior.
Os resultados mostram um cenário claramente desfavorável à decisão.
Segundo a pesquisa:
• 52% afirmam que desaprovam a decisão e deixariam de votar em David Almeida por causa disso
• 7% dizem desaprovar a decisão, mas ainda assim votariam nele para governador
• 17% aprovam a decisão, mas dizem que não votariam nele para governador
• 15% aprovam a decisão e votariam nele
• 3% não aprovam nem desaprovam
• 6% não souberam ou não responderam
Rejeição direta à decisão
O dado mais relevante é que mais da metade dos eleitores (52%) afirma que abandonaria o voto em David Almeida caso ele deixe a prefeitura para disputar o governo.
Esse é um indicador forte porque a pergunta não mede apenas opinião sobre a decisão — ela mede impacto eleitoral direto.
Ou seja, para a maioria dos entrevistados, a saída antecipada da prefeitura seria vista como um fator negativo suficiente para romper apoio político.
Apoio efetivo é minoritário
A parcela que aprova a decisão e afirma que votaria nele para governador é de apenas 15%.
Esse número revela que o apoio ativo à estratégia política é muito pequeno, especialmente quando comparado ao grupo que afirma que deixaria de votar nele.
Na prática, o saldo político da decisão é amplamente negativo.
Contradição entre aprovação da decisão e voto
Outro dado interessante é que 17% dizem aprovar a decisão, mas afirmam que não votariam nele para governador.
Isso sugere que parte do eleitorado pode considerar legítimo que um prefeito dispute outro cargo, mas não vê David Almeida como opção eleitoral competitiva para o governo do estado.
Saldo político da decisão
Quando se somam os grupos:
• 59% desaprovam a decisão (52% + 7%)
• 32% aprovam (15% + 17%)
O resultado mostra que a decisão de deixar a prefeitura enfrenta rejeição majoritária entre os eleitores de Manaus.
Mais importante do que isso: a parcela que diz que romperia eleitoralmente com o prefeito é mais de três vezes maior do que o grupo que apoia a decisão e votaria nele.
Impacto político
Do ponto de vista estratégico, a pergunta revela um risco político claro:
A decisão de deixar a prefeitura para disputar o governo não apenas divide opiniões — ela produz perda líquida de apoio eleitoral entre os eleitores da capital, que é o maior colégio eleitoral do Amazonas.
Isso significa que a estratégia pode transformar a gestão municipal em um fator de desgaste direto numa eventual candidatura estadual.