quarta-feira, 30 de setembro de 2026

ONGs propõem reverter 'boiadas' de Bolsonaro e reconstruir política ambiental

A rede de ONGs prevê entregar ao governo eleito uma lista dos instrumentos jurídicos que devem ser revogados caso o governo de Jair Bolsonaro (PL) não seja reeleito.
COMPARTILHE
ONGs criticam Bolsonaro (Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles)

Revogar decretos, reinstalar conselhos, retomar a fiscalização ambiental e combater a invasão de garimpeiros em terras indígenas são algumas das 62 medidas emergenciais que o próximo presidente eleito deve tomar ainda nos primeiros cem dias de governo, segundo proposta lançada nesta quinta-feira (19) pelo Observatório do Clima, formando por ONGs, rede que reúne 73 organizações socioambientais.

O documento parte da premissa de que o atual governo não deve ser reeleito. “Todas as ações listadas são factíveis e podem ser realizadas por um governo que esteja disposto a conduzir o Brasil a um desenvolvimento seguro e competitivo –assim que o regime de Jair Bolsonaro for suplantado nas urnas”, diz o relatório. “Com Bolsonaro não há futuro para a política ambiental no Brasil”, enfatiza o texto.

O documento foi entregue aos principais pré-candidatos ao Planalto, com exceção do atual presidente.

Sob o título “Brasil 2045 – Construindo uma potência ambiental”, o documento propõe que o Brasil possa antecipar em cinco anos a meta global de zerar as emissões de gases estufa, prevista por países e organizações de todo o mundo para ser atingida em 2050.

O plano foi elaborado com base em consultas às 73 organizações que compõem a rede e coordenado por Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima. Ela presidiu o Ibama na gestão anterior à de Bolsonaro.

As propostas citam a implementação de políticas existentes e sua ampliação em oito áreas: política climática e acordos internacionais, combate a desmatamento, bioeconomia, justiça climática, energia, biodiversidade, indústria e, finalmente, governança e financiamento.

Texto: Ana Carolina Amaral/FolhaPress

Leia Mais:

COMPARTILHE