O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Omar Aziz (PSD), terá que explicar ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, em cinco dias, os motivos do vazamento de informações sigilosas sobre a médica Mayra Pinheiro, a ‘Capitã Cloroquina’, que estavam em poder da comissão.
A defesa da secretária do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, alega que os senadores teriam vazado conteúdos de e-mails que estavam sob sigilo na CPI. Nessas mensagens eletrônicas, Mayra teria oferecido ao governo de Portugal o uso de medicamentos sem eficácia comprovada no combate ao coronavírus, como a cloroquina.
A secretária chegou a pedir ao STF a suspensão da liberação de acesso a seus e-mails, ligações e mensagens, mas isso foi recusado. De acordo com Lewandowski, os dados “só podem vir a público, se for o caso, por ocasião do encerramento dos trabalhos, no bojo do relatório final”.
Em um dos e-mails vazados para a imprensa, o conteúdo aponta a médica pedindo a um colega do Ministério, identificado como Hélio Angoti, para elaborar perguntas que seriam repassadas aos senadores governistas para que fossem feitas a ela durante a oitiva na CPI.
“Eles vão jogar para eu fazer o gol”, explicava Mayra na ocasião.
Com informações da UOL
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