sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Omar defende quarentena para combater politização em órgãos de Segurança

O senador Omar Aziz vai propor que policiais, juízes e promotores que queiram ser candidatos a cargos políticos passem por um ‘quarentena’ e deixem seus cargos.
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Omar Aziz
Omar Aziz criticou a forma como o coronel Menezes foi tratado após ter tido uma votação expressiva em 2022

A participação das forças de segurança nos atos golpistas de 8 de janeiro trouxe de volta a discussão sobre os efeitos da politização nas polícias Militar e Civil em todo o Brasil. No início da nova Legislagura, o senador Omar Aziz (PSD-AM) vai propor que a Reforma Política discuta medidas para resguardar a hierarquia nas instituições que deveriam servir para proteger o cidadão.

Segundo o parlamentar, o Senado Federal precisa tomar medidas na Reforma Política para garantir uma liberdade de expressão real.

“Está na hora da gente tomar posições. Nessa Reforma Política, o Senado vai ter que analisar a candidatura e a politização dentro das polícias. A polícia anda armada, ela não pode ser politizada. É direito de qualquer cidadão brasileiro ser candidato, mas não dá para ser um candidato com arma na cintura. Depois o policial se politiza dentro do processo político e volta para a tropa utilizando o cargo de comando que tem para se insurgir contra os poderes, como aconteceu no dia 8 em Brasília”, destacou.

Na avaliação de Omar Aziz, quando a hierarquia se perde dentro as Forças Armadas e das polícias, o trabalho se torna inviável.

“Não dá para tenente mandar em coronel. Eu defendo que é direito de qualquer cidadão ser candidato. Mas se você é Policial Militar e quer ser candidato, tem que sair da Polícia, tem que ter quarentena, não dá para ser assim”, explicou Omar.

Bolsonaro, ‘culpado’

Omar disse adiantou não ter dúvidas da participação do ex-presidente Jair Bolsonaro nos atos criminosos.

“O grande mentor disso tudo se chama Jair Messias Bolsonaro. Não tenho dúvidas da participação direta dele. Não é um fato isolado, são vários fatos que ao longo do mandato dele foram de agressividade, de ódio, de repulsa a quem pensava diferente, atacando jornalistas, atacando negros, atacando mulheres, indígenas. Sempre com um discurso raso de que ‘joga dentro das quatro linhas da constituição’, quando ele ultrapassou essas linhas há muito tempo”, ressaltou.

Da Redação, com informações da assessoria

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