quarta-feira, 23 de setembro de 2026

O que Wilson e Braga apresentam como soluções para a Saúde do AM?

Braga prospecta a realização de um concurso para ter profissionais em hospitais que pretende construir. Já Wilson quer ampliar a oferta de leitos e serviços em todo o Estado.
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Propostas Saúde

Wilson Lima (UB) e Eduardo Braga (MDB) disputam a preferência dos amazonenses no próximo dia 30 de outubro, para o cargo de governador. Hoje, o RealTime1 apresenta a primeira matéria – de uma série que será publicada sobre as principais propostas dos candidatos – com o tema voltado à área da Saúde.

Os dois candidatos falaram sobre a construção de novas unidades de saúde, ampliação da rede pública nos 61 municípios do interior, agilidade e modernidade no atendimento, entre outros assuntos relacionados.

O objetivo da série de reportagens é ampliar o debate sobre os principais problemas do Estado, afim de ajudar os 2.647.736 eleitores a escolherem em quem votar neste segundo turno.

WILSON LIMA E EDUARDO BRAGA RESPONDEM

RealTime1: O interior possui vários problemas históricos em relação à saúde. Quais os seus projetos voltados para a área de saúde no interior?

Wilson Lima(WL): São problemas históricos resultado de 40 anos de atraso. Só com muito trabalho é que vamos mudar essa realidade. E nós temos trabalhado muito para isso. Vamos seguir levando atendimento especializado de saúde para o interior. Já implantamos 31 leitos de UTI em Parintins, Tefé e Tabatinga. E já estamos colocando mais 10 leitos em Humaitá.

E o trabalho vai continuar, vamos colocar UTIs nos municípios polo, que também vão ganhar policlínicas para que quem mora no interior tenha acesso mais rápido a consultas com especialistas. Para diminuir o tempo de espera por atendimento também vamos realizar mutirões permanentes de saúde. Vamos também construir o hospital de Manacapuru e reformar e ampliar os hospitais de Tabatinga e São Gabriel da Cachoeira.

Eduardo Braga(EB): Quando fui governador construí 17 hospitais nos municípios de Apuí, Atalaia do Norte, Beruri, Boca do Acre, Codajás, Guajará, Ipixuna, Iranduba, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do içá, São Sebastião do Uatumã, Tefé, Tonantins, Uarini, Urucará e Urucurituba. Neste período, também foram reformadas as unidades de saúde de Caapiranga, Canutama, Carauari, Careiro Castanho, Eirunepé, Fonte Boa, Itacoatiara, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Parintins e Rio Preto da Eva. Adquirimos equipamento de ultrassonografia para os 61 municípios.

Agora, quero revitalizar tanto a estrutura física quanto prover as unidades de elementos vitais para a boa prestação de serviço. No hospital de São Paulo de Olivença, por exemplo, falta medicação para dor. Outro compromisso é o de levar especialistas para atender nos municípios de forma a evitar o deslocamento dos pacientes para a capital, o que onera os custos do estado.

RealTime1: E para a capital, quais são os projetos? Pretende construir alguma unidade de saúde? Já possui estudos sobre o local e o valor dessas obras?

WL: Vamos construir uma nova maternidade na zona norte de Manaus e também entregar o Hospital do Sangue, uma obra que estava parada desde 2017 e que concluímos, restando agora apenas alguns equipamentos da parte de energia.

Vamos também realizar uma grande reforma e ampliação no Hospital Francisca Mendes, com investimento de R$ 40 milhões, abrindo mais 50 leitos, e fazer a segunda etapa de reforma do João Lúcio, com um investimento de R$ 72 milhões para ampliá-lo.

Propomos, ainda, a construção do Centro Avançado de Prevenção do Câncer de Colo de Útero, ao lado da FCecon.

EB: O crescimento da população exige que novas unidades de saúde sejam construídas para aplacar a demanda por serviços. Meu plano de governo contempla a construção de três hospitais na cidade de Manaus, nas zonas Leste, Norte e Sul, assim como o de uma nova maternidade.

O projeto também prospecta a contratação, via concurso público, de profissionais para atuar nas unidades de saúde.

RealTime1: Durante a campanha, se falou muito na redução da fila do Sisreg (Sistema Nacional de Regulação). De que maneira, o senhor pretende executar isso?

WL: Entre as medidas, que já estamos fazendo, está a ampliação da oferta de atendimentos. Havia procedimentos e consultas que, no passado, sequer eram oferecidos na rede pública. Hoje, estamos contratando e aumentamos a oferta de mais de 170 tipos de consultas e procedimentos e temos mais de 560 procedimentos com filas praticamente zeradas, em que os pacientes não passam mais de 30 dias para ter o atendimento.

O Hospital Delphina Aziz, por exemplo, só funcionava com 30% da capacidade, e hoje funciona 100%. Colocamos UTI no interior pela primeira vez, o que também diminui a fila por atendimentos. Faremos mutirões permanentes de saúde, ampliando ou inaugurando UTIs, e levando policlínicas para o interior.

EB: Serão realizados mutirões de atendimento e cirurgia tanto na capital quanto no interior do Amazonas, de forma a acabar com a perversa ‘fila da morte’, na qual se transformou essa fila do Sisreg. Esse trabalho será executado até que se volte à normalidade.

A meta é, em 120 dias, zerar o número de pessoas que aguardam por cirurgias, consultas especialistas ou exames.

Hoje, tem mulheres com suspeita de câncer que aguardam por até um ano para fazer um exame preventivo de colo de útero. Quando recebem o diagnóstico, a doença já avançou e as chances de recuperação são pequenas.

Da Redação

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