Os órgãos de controle foram rápidos em cobrar ao Governo do Estado um parecer técnico que justifique a flexibilização das restrições de combate à Covid-19, anunciadas pelo governador Wilson Lima (PSC) na última sexta-feira (5). A cobrança de MPF, MPAM, MPT, MPC, DPU e DPE encontra eco em estudos científicos que apontam para o risco de uma terceira onda da doença, mais longa e mais devastadora, se medidas mais severas de isolamento social não forem tomadas. O governo fica entre a cruz e a espada: ceder às pressões de setores empresariais ou ouvir a ciência.
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BARES E RESTAURANTES
Depois de apoiar – por um curto período de tempo, é bom frisar – as medidas restritivas do Governo do Estado, a seção amazonense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) voltou a pressionar, com força total, a reabertura de seus salões. Mesmo com os números da Covid apresentando somente uma tímida tendência de queda, a Abrasel acha que já está na hora de seus clientes voltarem a circular em seus restaurantes e bares. Outros setores empresariais também já se manifestam a favor da reabertura.
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TERCEIRA ONDA
Um novo estudo, que envolve pesquisadores do Inpa, cientistas da Ufam, das universidades federais de Minas Gerais e São João del-Rei e uma aposentada do Butantan prevê uma terceira onda que pode se estender até 2022, tendo Manaus como o epicentro mundial. O estudo, que será publicado em uma renomada revista científica, está em fase de revisão e sinaliza a necessidade urgente de lockdown em Manaus.
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PREFEITURA PODE AGIR
Um dos participantes do estudo, o biólogo Lucas Ferrante afirmou, em entrevista ao site Intecept Brasil, que avisou pessoalmente ao prefeito David Almeida (Avante) sobre a possibilidade dessa devastadora terceira onda da doença. A prefeitura tem autonomia para decretar medidas restritivas na capital, embora desde o início da pandemia – ainda sob a gestão anterior – tenha sempre preferido deixar o papel de administrar “remédios amargos” para o Governo do Estado.
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‘EU AVISEI’
Em seu favor, o grupo de cientistas que elaborou o novo estudo tem o fato de que previu a segunda e atual onda e, desde então, defendia que o lockdown poderia amenizá-la e até mesmo evitá-la. “Na época, fomos desacreditados e nenhuma medida mais racional foi tomada. Acertamos data, hora e local da segunda onda”, afirmou o biólogo Lucas Ferrante ao Intercept.
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NOVA VARIANTE
De acordo com o biólogo, a nova variante surgida em Manaus não é causadora da segunda onda de transmissão, mas consequência dela. A variante mais contagiosa e letal teria surgido em decorrência da nova onda de infeções e não causado ela, ao contrário do que se pensa. Lucas Ferrante também alerta para o fato de que a nova variante já está presente em várias regiões do País.
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VACINA URGENTE
Políticos amazonenses têm se mobilizado para requerer prioridade de vacinação ao Amazonas. O senador Eduardo Braga (MDB) utilizou a tribuna do Senado para apelar ao governo Federal para que envie 1 milhão de vacinas ao Estado. O senador pediu ainda que seja recriada a comissão mista (formada por deputados e senadores) para o acompanhamento das medidas de combate à Covid-19 no País.
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VACINA URGENTE 2
O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos, utilizou suas redes sociais para informar que, junto ao deputado Dr. Luzinho (PP-RJ) também vai articular junto ao Ministério da Saúde a destinação de 1 milhão de doses de vacina para o Amazonas. Segundo ele, a medida protege a população do Estado e cria uma barreira sanitária para que novas cepas não se espalhem pelo País.
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LENTIDÃO
Já o deputado federal José Ricardo (PT) tem denunciado a lentidão no ritmo de vacinação dos cidadãos no Amazonas. “Da forma como estão fazendo, iremos levar em torno de quatro anos para vacinar 90% da população. Isso é um absurdo”, denunciou o parlamentar em vídeo postado em suas redes sociais.