Embora admita que o Governo Federal ainda tenha ‘algumas pendências em discussão’ com relação ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, afirmou que o governo federal tem demonstrado um posicionamento amplamente aberto a debater as possibilidades que assegurem a competitividade do modelo, após a posse do titular da Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, o amazonense Alexandre Ywata.
A declaração foi dada durante a 306ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa (CAS), que foi realizada na manhã desta quinta-feira (20), na sede da autarquia.
Na ocasião, o presidente da Fieam agradeceu os esforços do novo secretário que, segundo ele, tem dedicado especial atenção aos interesses da Zona Franca.
“O senhor e a sua equipe pela forma diplomática e transparente com a qual vocês têm conduzido as questões da indústria e, em especial, à atenção que tem dedicado aos pleitos de interesse do Polo Industrial de Manaus”, disse o empresário.
Ainda segundo Antônio Silva, após assumir o comando da Sepec, Ywata promove um diálogo convergente entre os interesses do Amazonas e do governo federal. Mas ressalta que ainda aguarda definições em questões como a redução do IPI, e outras de cunho mais estratégicos, como é o caso do desenvolvimento do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), a reforma tributária e o cenário de inovação e pesquisas na região.
“Essa é uma parceria na qual ambas as partes saem ganhando, de forma que estamos diante de uma convergência que trará bons frutos para nossa região. Tenho certeza que iremos aparar todas essas arestas ainda remanescentes”, finalizou Silva.
Alexandre Ywata assumiu o comando da Sepec no último dia 6 de julho, em substituição da Daniella Marques Consentino. A pasta é a responsável pela gestão do modelo Zona Franca de Manaus.
Vale lembrar que, Consetino, há cerca de 9 meses, se colocou como “porta-voz da Zona Franca de Manaus”, comprometendo-se a buscar o equilíbrio aos interesses do Estado. No entanto, no dia seguinte à sua vinda ao Amazonas, o Governo Bolsonaro publicou o decreto que reduzia em 35% as alíquotas do IPI.
Texto: Lucas Raposo
Leia Mais: