quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Nova presidente do STM defende que militares deixem a ativa para disputar eleições

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Maria Elizabeth Rocha, primeira ministra mulher eleita para presidir o Superior Tribunal Militar — Foto: Divulgação/STM
Maria Elizabeth Rocha, primeira ministra mulher eleita para presidir o Superior Tribunal Militar — Foto: Divulgação/STM

A ministra Maria Elizabeth Rocha, que assume a presidência do Superior Tribunal Militar (STM) no dia 12 de março, defende que integrantes das Forças Armadas passem para a reserva caso queiram concorrer a cargos eletivos.

Em entrevista à CNN, a ministra afirmou ser totalmente a favor da separação entre as Forças Armadas e a política, afirmando que o poder civil deve sempre guiar o poder militar.

“A política não pode se mesclar com a atuação militar. Quando isso acontece, a hierarquia e a disciplina são prejudicadas”, afirmou a ministra.

Maria Elizabeth será a primeira mulher a comandar o STM desde a criação do Tribunal, em 1808.

Nomeada em 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ministra já ocupou interinamente a presidência entre 2014 e 2015. Seu mandato vai até 2027.

Entre os julgamentos previstos para sua gestão estão os processos que podem levar à cassação de patentes de oficiais envolvidos na tentativa de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Embora os casos tramitem no Supremo Tribunal Federal (STF), a Justiça Militar pode julgar crimes previstos no Código Penal Militar.

Maria Elizabeth Rocha, primeira ministra mulher eleita para presidir o Superior Tribunal Militar — Foto: Divulgação/STM

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