terça-feira, 29 de setembro de 2026

Nova interdição na BR-319 isola Manaus e segue sem prazo para liberação

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A BR-319, única via terrestre que liga Manaus a Rondônia e ao restante do Brasil, continua totalmente interditada nos quilômetros 23 e 25, no Amazonas.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), não há previsão para liberação do tráfego, interrompido desde a madrugada do último domingo (1º).

Dois problemas causaram o bloqueio: o rompimento de um aterro arrastado pela cheia do Rio Curuçá e uma pane no rebocador da balsa que faz a travessia do Rio Autaz-Mirim. Ambas as estruturas estavam operando de forma provisória desde os desabamentos ocorridos em 2022.

No quilômetro 25, a embarcação permanece fora de operação. De acordo com a PRF, o problema foi causado por um caminhão que forçou a entrada na balsa, rompendo o cabo de segurança. A embarcação será reposicionada com ajuda de outro rebocador, mas ainda não há prazo confirmado.

No km 23, o desabamento do aterro comprometeu a estrutura montada sobre o Rio Curuçá. Equipes do DNIT estão no local para reforçar os acessos com pedras e brita, enviadas de Manaus. A operação deve durar toda a semana. O local está sinalizado e com acesso bloqueado por barreiras da PRF.

Com a interdição, o único desvio possível obriga os motoristas a voltarem ao km 68 da BR-319, acessarem o ramal São José até Iranduba e seguirem pela AM-352 — um trajeto que aumenta em cerca de duas horas o tempo de viagem.

O superintendente regional do DNIT, Orlando Fanaia, ressaltou que manter a rodovia em funcionamento é um desafio.

“São 400 km sem pavimentação, numa região com escassez de insumos. O material precisa vir de longe, e isso atrasa tudo”, explicou Fanaia.

As obras das novas pontes sobre os rios Curuçá e Autaz-Mirim estão em andamento, com entregas previstas para setembro e novembro, respectivamente.

Juntas, as duas estruturas receberão investimentos de R$ 50 milhões. Um terceiro trecho, sobre o rio Igapó-Açu, está em fase de licitação.

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