quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Nova cloroquina: Bolsonaro prescreve chá indígena e provoca Omar Aziz

Jair Bolsonaro voltou a citar o projeto de Lei 1.912/2021 para provocar o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), em live transmitida de São Gabriel da Cachoeira.
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Durante a live presidencial desta quinta-feira (27), transmitida do município de São Gabriel da Cachoeira, a 856 quilômetros de Manaus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a prescrever medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

Agora, aposta do presidente para a “cura” da Covid, veio após uma visita às comunidades indígenas do Alto Rio Negro. Bolsonaro visitou a comunidade do Balaio onde habitam duas etnias. Lá, ele teria questionado os moradores sobre quantos haviam sido infectados com o vírus e quantos haviam falecido pela doença. Eles teriam respondido que foram muitos casos e poucas mortes.

“Eu perguntei: foi antes da vacina? Foi antes da vacinas. Já foram vacinados? E não morreram por que? Tomaram alguma coisa? Eles falaram que tomaram chá de carapanaúba, saracura ou jambu. Não tem comprovação científica, mas tomaram isso”, contou o presidente aos espectadores da live, pedindo que anotassem a fórmula.

Afrontando Omar Aziz

Sem perder a oportunidade para atacar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Bolsonaro provocou o senador amazonense Omar Aziz (PSD) citando o Projeto de Lei indicado pelo parlamentar para punir quem prescrevesse remédios sem eficácia comprovada contra o coronavírus. O PL já foi retirado da pauta do Senado.

“Poderia, nessa querida CPI do Senado que tem como presidente o senador Omar Aziz, falando do projeto dele que retirou (…) Sei que você não pode convocar porque os índios não se enquadram nessa questão de convocação, são protegidos por lei, mas poderia convidar para ouvi-los e levar, quem sabe, o chá de carapanaúba, saracura e jambu lá dos balaios”, cutucou o presidente.

Bolsonaro ainda se direcionou aos militares que participavam da live para os questionar se tinham tomado cloroquina para combater a malária. Com a assertiva dos militares, o presidente atestou que o medicamento “não mata”.

Em tom desafiador, Bolsonaro novamente citou o PL proposto por Aziz dizendo que o médico que receitou para ele a cloroquina seria preso por três anos.

“Omar Aziz, pelo amor de Deus… Não quero entrar em detalhe aqui de como era a saúde no teu estado no tempo em que você foi governador e o que aconteceu depois”, disse. “Encerra logo essa CPI e vem aqui fazer outra coisa”, afrontou o presidente.

Texto: Giovanna Marinho

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