domingo, 14 de julho de 2024

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FONTE BOA

No Dia da Amazônia, Lula homologa segunda Terra Indígena no AM

Presidente Lula homologa a demarcação da Terra Indígena Acapuri de Cima, habitada pelos Kokama.
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Artista Thais Kokama faz pintura corporal em modelo indígena
Artista Thais Kokama é do povo que terá homologada suas terras ancestrais pelo presidente Lula

O Governo Lula vai homologar, nesta terça-feira (5), o Dia da Amazônia, a demarcação de duas Terras Indígenas (TI) na região, uma delas no Amazonas. Trata-se da TI do Rio Gregório, no município de Tarauacá, no Acré. e a TI Acapuri de Cima, no município de Fonte Boa, região do Alto Solimões.

Essa será a segunda Terra Indígena cuja demarcação do território é homologada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva no Amazonas. A primeira foi a TI Uneiuxi, que se estende por territórios dos municípios de Santa Isabel do Rio Negro e Japurá, no Alto Rio Negro, e pertence aos índios Maku Nadëb.

A Terra Indígena Acapuri de Cima é habitada pelos índios Kokama, que se espalham ainda por terras do município do Jutaí, vizinho de Fonte Boa.

As duas novas TIs do Amazonas constavam no relatório do governo de transição entre as cinco prioritárias no País para serem homologadas o mais rápido possível em face de conflitos com populações e criminosos ambientais e traficantes de drogas.

As duas estavam ao lado das TIs Cacique Fontoura, no Mato Grosso; Arara do Rio Amônia e Rio Gregório, no Acre. Juntas, as cinco somam 813 mil hectares. Elas foram escolhidas porque estão sem pendências no processo demarcatório, indicava o relatório do governo de transição.

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“Nós, do GT de transição, identificamos mais de 40 TIs pendentes de demarcação. Destas, 13 estão prontas para serem demarcadas, pendentes apenas de homologação e foram justamente estas que entregamos como prioridade no relatório”, explicou a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.

Terras Indígenas são as mais preservadas

Os povos indígenas são considerados fundamentais para a proteção do meio ambiente e para o equilíbrio climático do planeta. Foi a conclusão de um levantamento do MapBiomas apontando que as TIs perderam menos de 1% de sua área de vegetação nativa nos últimos 38 anos.

No mesmo período o MapBiomas mostra que áreas privadas tiveram perda de 17% da vegetação nativa.

O MapBiomas analisou um conjunto de dados entre 1985 e 2022 para chegar a tal constatação. Segundo o levantamento, as terras indígenas ocupam 13% do território brasileiro, contendo 112 milhões de hectares (ha), ou 19% de toda a vegetação nativa do país.

Ainda de acordo com o MapBiomas, entre 1985 e 2022 houve uma perda de 96 milhões de hectares de vegetação nativa, uma área equivalente a 2,5 vezes a Alemanha. No período, a proporção de vegetação nativa caiu de 75% para 64%.

Os estados com maior proporção de vegetação nativa são Amapá e Amazonas, com 95%, e Roraima, com 93%. Já os estados com menor proporção de vegetação nativa são Sergipe (16%), Alagoas (20%) e São Paulo (21%).

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