Na manhã desta quinta-feira (27), em visita ao município de São Gabriel da Cachoeira para inauguração de uma ponte de madeira na comunidade de Maturacá, terra Yanomami, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), discursou para os militares e garantiu que tem certeza que eles agirão, caso necessário, para o país “voltar a normalidade”.
Em discurso ao 5º Pelotão Especial de Fronteira (5º PEF), Bolsonaro falava sobre as dificuldades enfrentadas em seus dois anos de governo, atribuindo as conquistas da gestão ao apoio dos militares, que atualmente ocupam boa parte dos cargos em sua equipe de governo. Ao falar sobre a polarização política vivenciada no Brasil e as Eleições de 2022, o presidente indicou poderia haver uma intervenção militar.
“Queremos paz, queremos progresso e acima de tudo liberdade. Esse último desejo depende de vocês. Vocês é quem decidem em qualquer país do mundo como o povo vai viver”, disse. E completou: “Tenho certeza que vocês [os militares] agirão dentro das quatro linhas da constituição se necessário for”.
De olho em 2022
Em tom de discurso político, apesar de afirmar que não estaria falando sobre o assunto, o presidente fez indiretamente uma referência ao ex-presidente Lula, afirmando que cabe à população avaliar “quem é o pior ou o menos ruim”.
“Quem, porventura, fizer uma análise do que aconteceu no Brasil nos últimos 20 anos, duvido que erre no ano que vem”, declarou.
Mais elogio às Forças Armadas
A ação das Forças Armadas na Amazônia também foi elogiada pelo presidente, que busca apascentar a crise militar agravada com a abertura de um procedimento disciplinar contra o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, após a participação dele a atos pró-governo no último fim de semana. Por ser um general da ativa, Pazuello não poderia participar da manifestação.
Bolsonaro ressaltou que a região é uma das mais ricas do mundo e que muitos países possuem interesses nesses recursos, mas que, entretanto, a presença das formas armadas manteria a região a salvo dos inimigos na nação.
“O inimigo tem paciência, tem estratégia e tem um objetivo. E ele só sairá vitorioso se nós esmorecermos. Acredito no País acredito que podemos fazer a diferença como já estamos fazendo”, enfatizou.
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Texto: Giovanna Marinho
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